domingo, 26 de abril de 2009

Caráter!

"Quem possui firmeza de caráter é respeitado,porque sabe respeitar o semelhante.
O racionalismo ensina como o ser humano deve conduzir-se para merecer respeito.
Conhecendo-se como Força e Matéria – espírito e corpo físico –
temos certeza de que seu viver neste mundo será outro.
Honestidade:Ser fiel é ser honesto no que se diz e no que se faz.
Ter coerência: É saber que a verdade é fundamental em nossa vida.
É falar a verdade, agir com verdade e lutar pela verdade.
Ser honesto com os amigos, com os inimigos e, sobretudo,
ser honesto consigo mesmo, disciplinadamente.
E, disciplina só é possível quando há firmeza.
Firmeza de propósitos. Firmeza de caráter e vontade.
Estipule metas para sua vida e execute-as. Seja firme no que deseja.
Seja honesto com seus valores e princípios. Seja fiel a si mesmo.
Consciente do valor da fidelidade e de quão ela é importante em nossa vida,
é só começar a exercê-la primeiro nas pequenas coisas.
Como sabiamente escreveu São Lucas:
"Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes. E quem é justo nas pequenas coisas, também será justo nas grandes."

sábado, 25 de abril de 2009

Sobre a Verdade!


E o que é a Verdade?


Esta pergunta foi a resposta diante de Jesus Cristo dada por Pôncio Pilatos. É também a pergunta que cavalga pelos séculos, estaciona em mentirosos e verdadeiros e revela sempre a ignorância ou desejo em conhecê-la.
Não concordo com Nietzsche, o filósofo alemão, que disse: "Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas". Tal ignorância denuncia sua distância da Verdade.Também não concordo com J. Krishnamurti, filósofo e místico indiano, que disse: "Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontrá-la".
Acredito que todo ser humano está afastado da Verdade e do amor a Ela. Como o povo num Egito distante “somos propensos para o mal”. Por termos uma natureza depravada discordo de Voltaire, poeta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês, que disse: "Tenho um instinto para amar a verdade; mas é apenas um instinto".Thomas Huxley, biólogo inglês e George Bernard Shaw, escritor irlandês disseram: "Toda verdade inédita começa como heresia e acaba como ortodoxia". Por causa da falta do conhecimento das verdades e do relacionamento com a Verdade temos visto acontecer o contrário – toda ortodoxia terminando como heresia, como mentira.Todos esses homens nunca se depararam com a Verdade. Nunca poderiam falar do que jamais se lhes tocou os sentidos. Além de nunca terem encontrado a verdade, se perderam. Precisavam eles e precisamos nós do que disse uma cantora e atriz americana chamada Pearl Mae Bailey: "Só encontramos a nós mesmos depois de encarar a verdade".


Texto de Pr. Daniel Luiz




A única verdade é a realidade????

“E A REALIDADE CLARO,TRÁZ CERTA COMPLEXIDADE,POR ISSO SE FALA TANTO EM QUE NÃO EXISTE VERDADE ABSOLUTA”
A verdade absoluta (realidade) é pois algo assim como um diamante lapidado: podemos ver-lhe várias faces de um certo ângulo mas é impossível ver-lhe todas as faces simultaneamente.O problema é de fato avassalador: a realidade está constantemente em mutação, essa mutação processa-se a um ritmo cada vez mais rápido e torna a realidade cada vez mais complexa...
Na realidade, a complexidade do mundo é bem maior do que nos apercebemos... os extremos tocam-se dado que todas as coisas carregam em si mesmas a "semente" do seu oposto, na medida em que sem ele não teriam existência por si mesmas.O próprio bem traz em si o mal e este o bem pois "não há bem que não tenha fim nem mal que nunca acabe".O próprio conceito de alegria não existiria se não houvesse a tristeza. Da mesma forma não há o belo sem o feio, não o correcto sem o incorrecto, não há chegada sem partida, não há saúde sem doença,não há felicidade sem sofrimento... não há vida sem morte.Cada coisa traz em si a "semente" do seu inverso e vice-versa: está em nós o poder de escolher a face da moeda que queremos... está em nós o poder de transformar o negativo em positivo.Na Natureza os extremos sucedem-se e equilibram-se naturalmente: na Natureza não há por isso mal ou bem.No universo "cultural" (por oposição ao "natural") em que vivemos, o homem é um fator de desequilíbrio temporário.O homem pode desequilibrar temporariamente no sentido positivo (bem) ou no sentido negativo (mal) mas a semente do oposto do desequilíbrio existirá sempre nele... e eclodirá inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo...As melhores ações do homem comportam sempre aspectos negativos e vice-versa, muito embora estes sejam às vezes difíceis de reconhecer. Podemos no entanto potenciar os frutos positivos e minimizar os negativos, se conhecermos as leis do mundo.Apesar disso, para simplificar a realidade tornando-a mais fácil de entender, todos nós usamos regularmente a dicotomia.Na base do nosso raciocínio tudo é classificado segundo dois princípios antagônicos extremos que se excluem entre si.Esta forma de pensar ajuda-nos a tomar decisões imediatas na medida em que nos fornece uma maneira de “classificar” sumariamente no nosso cérebro tudo o que conhecemosNo entanto, esta forma de pensar leva-nos também a muitos erros de raciocínio e está na base da tendência do ser humano para tomar posições radicais e se fossilizar É claro que por “característica predominante” não entendo uma espécie de média entre as boas e más ações. O processo pelo qual classificamos uma “característica predominante” é faccioso (depende das nossas próprias reservas mentais e lugares comuns) e deixa-se enganar facilmente pela nossa visão limitada da realidade (neste exemplo concreto, deixamo-nos facilmente enganar pela habilidade dos outros em esconderem as suas más ações e em publicitarem de forma exagerada as suas boas ações).A realidade é que na vida é muito difícil encontrarmos o branco ou o preto absolutos: quase tudo é um tom de cinzento, cinzento quase branco, cinzento quase preto e todos as tonalidade de cinzento entre os dois extremos... já para não falar da cor, da luminosidade ambiente, etc..Esta "dualidade" (extremos que se tocam) da verdade é ainda por sua vez apenas a "ponta do icebergue" da sua real complexidade.Na realidade, a verdade é tão complexa que é formada por níveis crescentes de universalidade conforme o âmbito da situação a que se aplica, sendo que a compreensão da sua dualidade representa apenas a percepção de um desses níveis.Para qualquer tipo de realidade há uma primeira lei (primeiro nível de universalidade da verdade) que explica uma situação básica.Há depois uma segunda lei (segundo nível de universalidade de verdade), que explica não só a situação básica (já explicada pelo primeiro nível da verdade) mas também uma situação mais complicada (segundo nível da verdade). A segunda lei não contraria a primeira, tem apenas um âmbito mais abrangente.E, assim sucessivamente, temos uma terceira, quarta, quinta, etc... leis (níveis de universalidade da verdade) que explicam todas as situações de níveis imediatamente anteriores mas que são casos particulares dos níveis sucessivos.A física de Newton não perdeu a sua validade quando apareceu a física de Einstein: a física de Newton é um caso particular (restrito) da física de Einstein, válido numa realidade (universo) mais restrito.Na verdade, quando dizemos que "nada é o que parece", queremos apenas dizer que a verdade varia segundo a escala (nível de universalidade da verdade).Por exemplo, uma parede é realmente sólida à nossa mão, embora seja realmente também permeável à escala atómica.A verdade é pois algo como as bonequinhas Russas (chamadas "matrioshkas"): temos a primeira boneca, a menor de todas de madeira maciça que cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior e que abre ao meio, que por sua vez cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior que também abre ao meio, que por sua vez cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior que também abre ao meio e assim sucessivamente. A sexta boneca tem 5 bonecas dentro de si - a quinta boneca tem 4 dentro de si mesma, etc...Acontece que quando nos encontramos num ambiente limitado (primeiro nível de verdade - 1ª boneca) podemos procurar uma coisa que passamos a evitar quando o ambiente se torna mais abrangente (o que nos força a procurar uma verdade mais abrangente... o segundo nível/2ª boneca).Não há nisto qualquer contradição, a verdade "muda" segundo os seus diversos níveis de abrangência: cada nível de verdade inclui em si mesmo um nível (ou vários) menos lato, que é menos universal (válido apenas para uma realidade menos complexa e abrangente. Um caso particular do nível mais alto).Como não há uma verdade absoluta temos que estar sempre atentos e de espírito aberto à verdade de tudo na vida aos diversos níveis de verdade...O princípio da não contradição da lógica é portanto apenas correto quando o "nível de universalidade da verdade" é o mesmo.O ser humano é um bichinho complicado que vive com o medo: o medo da crítica social, o medo de falhar, o medo de "perder o Norte", o medo de morrer... Para além disso, temos complexos que atuam como lentes coloridas e muito graduadas, que não nos deixam ver a realidade tal como ela é... mas, mais do que tudo, o problema principal é que a maioria de nós não sabe o que quer, muito embora esteja plenamente convencida que sim.De fato, todos nós vemos o mundo à luz da nossa personalidade, da nossa memória e do nosso estado emocional, algo assim como acontece quando usamos óculos de sol: vê-mos o mundo todo da cor das lentes, quem por exemplo usar lentes amarelas acha que o sol está sempre a brilhar, mesmo num dia cinzento...Para nos apercebermos da nossa enorme dificuldade em reconhecer a verdade é interessante verificar a enorme dificuldade em reconhecer a nossa quota de responsabilidade nas ações em que somos intervenientes ativos ou partes interessadas (direta ou indiretamente):O problema nem é tanto quando mentimos aos outros (apesar de moralmente indefensável), mas principalmente quando "mentimos" a nós mesmos e, à força de repetirmos essa mentira, acabamos por acreditar mesmo nela... nesses casos, como não exercemos uma autocrítica em relação ao que se está a passar, como não analisámos profundamente o que está por detrás daquele acontecimento ou circunstância que nos é desagradável (visto que já encontrámos um "culpado", antes mesmo do julgamento), não somos capazes de mudar a nossa conduta e maneira de pensar, perdendo assim uma oportunidade para crescer e evitar problemas do mesmo tipo no futuro... para além dos outros saírem prejudicados, somos principalmente nós que perdemos.Isto acontece porque a maioria das pessoas nunca reflete sobre a sua vida (ou quase não reflete) porque anda demasiado ocupada com o dia-a-dia, mesmo que seja a fazer zapping ininterruptamente na tv... a maioria das pessoas dedica uma parte ínfima do seu tempo (insignificante e sem qualquer expressão) a meditar e a pensar acerca da sua própria vida e do mundo onde vive.Estamos à espera de um "despertar" por obra e graça do espírito santo... insatisfeitos e enjoados com o vazio da sociedade e, sobretudo, com o nosso próprio...Como se tudo isto não bastasse, todas as nossas ideias e percepções são simplificações da realidade e como tal induzem-nos frequentemente ao erro.Na realidade, nós não temos capacidade para compreender a realidade em toda a sua complexidade e portanto recorremos a analogias com coisas que conhecemos já... ou seja, simplificamos as coisas para as compreendermos. Essa simplificação leva-nos muitas vezes ao erro. Se nem sequer nos conseguimos conhecer verdadeiramente a nós mesmos... como poderíamos conhecer toda a verdade!Por isto, tudo o que podemos almejar é uma maior ou menor aproximação à verdade.Infelizmente, não podemos usar o método científico para descobrir a verdade na vida, porque não podemos isolar-nos do nosso meio ambiente, nem correr o risco de fazer repetidamente experiências com a nossa vida...A descoberta da verdade na nossa vida depende pois da forma como formos capazes de a observar (e observar a daqueles que nos rodeiam) e como formos capazes de formular explicações para o que nos acontece (e para o que acontece à nossa volta - hipóteses). Seguidamente, a descoberta da verdade na nossa vida depende de sabermos confrontar, feroz e sem paixão, as nossas explicações (hipótese) com a realidade, de todas as maneiras que pudermos.Para sermos capazes de chegar a conclusões verdadeiras (suportadas pela realidade) temos que aprender a nos tornarmos imunes às opiniões da maioria: nenhuma opinião é automaticamente verdadeira (nem falsa) por causa da maioria das pessoas assim o achar.Podemos buscar sucesso na vida ambicionando apenas riqueza, poder, notoriedade (na realidade, ambicionando vencer o medo). Nunca ficaremos satisfeitos porque a ambição é infinita e sofreremos sempre com os nossos medos (de perder o que ganhámos, de não conseguirmos satisfazer o nosso último desejo, de morrermos...), por muito ricos, poderosos e famosos que sejamos.Por outro lado, podemos buscar sucesso na vida por amor à verdade pela verdade (vencendo os nossos medos e confusão mental).Pode parecer um simples jogo de palavras mas, na realidade, é completamente diferente na prática e nos resultados finais.A busca da verdade pelo amor à verdade é pois a compreensão do Universo a que pertencemos para que ele passe a existir também em nós.


Carlos


Os caminhos da Mentira são alamedas suntuosas de brilhos convidativos e alastrantes.Gota a gota, a Verdade se mescla nos percalços da Mentira sem, no entanto, nada Dela assimilar, apenas, esperando o ressurgir do acúmulo de suas gotas! Ainda espalhadas no jorrar da Mentira, intensa e suntuosamente oferecida, aos pusilânimes e incautos.A Mentira é avalista voluntária de toda a falsidade ao seu derredor, enquanto a verdade, ainda em gotejo fica, temporariamente, sufocada. Ambas, ficam nos meandros da Vida, mescladas ao Ser que as aglutina, sendo, portanto, a Mentira aceita e a Verdade... Omitida!Com a aparência vã sobrepondo e dominando o cerne da humanidade descrente de valores morais, a mentira em combate diuturno vem, momentaneamente, vencendo a verdade pura e cristalina, destarte, ainda opaca.O egoísmo e o orgulho, agregados aos Seres humanos venais, faz da mentira a sua guia e, da Verdade, um seguidor escravo do que a Mentira lhe revela nos seus ouvidos de imprevidente. A Calúnia acompanha a Mentira, coligada com a difamação, massacrando a honra e, deixando-a em nichos, todavia, ao lado da Verdade latente!

E você o que acha???

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fundamentos da Religião Egípcia (curiosidades)


Os antigos egípcios acreditavam em um Deus Único que foi auto-engendrado e auto-existente, imortal, invisível, eterno, onisciente, todo-poderoso, etc. Este Deus Único foi representado por funções e atributos de Sua esfera de ação. Estes atributos foram chamados Neteru (pronuncia-se net-er-u, sendo o masculino singular Neter e o feminino singular Netert). Os termos deuses e deusas constituem uma interpretação errônea do termo egípcio Neteru.

Quando perguntamos, "Quem é Deus?", estamos na verdade perguntando, "O que é Deus?". O nome ou substantivo não diz nada. Deus só pode ser definido pela multiplicidade de Seus atributos, qualidades, poderes, ações. Conhecer Deus significa conhecer as inúmeras qualidades de Deus. Quanto mais sabemos sobre estas qualidades (chamadas Neteru), mais próximos ficamos de nossa origem divina. Na verdade, trata-se da mais alta expressão do misticismo monoteísta.

A concepção comumente encontrada em várias culturas afirma que o ser humano foi concebido de acordo com a imagem de Deus, ou seja, o ser humano é um universo em miniatura e, entender o universo é entender o indivíduo e vice-versa.
Até agora, nenhuma cultura praticou este o princípio como os antigos egípcios. O núcleo de entendimento completo do universo era o conhecimento que o homem foi criado de acordo com a imagem de Deus e, como tal, o homem representava a imagem de toda a criação. Assim sendo, o simbolismo egípcio e todas as correspondências eram conseqüentemente relacionadas ao homem, à Terra, ao sistema solar e finalmente ao universo.

Algumas representações foram utilizadas para simplificar e demonstrar os significados científicos e filosóficos dos Neteru (deuses/deusas). O resultado é que as imagens de Auset (Ísis), Ausar (Osíres), Amen, Heru (Hórus), Mut, etc., tornaram-se símbolos de tais atributos/funções/forças/energias.
Estes símbolos ilustrados destinavam-se apenas a fixar a atenção ou representar idéias abstratas e não era esperado que fossem vistos como personagens reais. Como diz o ditado: uma imagem vale mais que mil palavras.


No simbolismo egípcio, a exata função dos Neteru (deuses/deusas) são reveladas de diversas maneiras: vestimenta, ornamentos de cabeça, coroa, pena, animal, planta, cor, posição, tamanho, gesto, objeto sagrado (por exemplo, mangual, cetro, bastão, etc.). Esta linguagem simbólica representa a riqueza de elementos físicos, psicológicos, fisiológicos e espirituais apresentados nos símbolos.
A observação cuidadosa e profundo conhecimento do mundo natural permitiram que os egípcios conferissem qualidades específicas a certos animais que poderiam simbolizar determinadas funções e princípios divinos. Assim sendo, certos animais foram escolhidos como símbolos de determinado aspecto da divindade. Trata-se de um modo de expressão efetivo e consistente encontrado em todas as culturas. Por exemplo, no ocidente usamos expressões como: fiel como um cão, esperto como uma raposa, etc.
O animal ou o Neteru com cabeça de animal (deuses/deusas) são expressões simbólicas de um entendimento espiritual profundo. Se o desenho for de um animal, representa um particular atributo ou função em sua forma mais pura.
Se for representado uma imagem com cabeça de animal, significa aquela determinada função ou atributo do animal no ser humano. As duas formas de Anbu (Anubis) apresentadas nas ilustrações, mostram claramente estes dois aspectos.

Outro exemplo é a representação da alma no Antigo Egito que é conhecida como ba. Ba é representada como um pássaro de cabeça humana que é o oposto da representação normal de Neteru (deuses/deusas) que têm corpos humanos e cabeças de animais. Ba é retratada como uma cegonha que é conhecida por seu instinto de migração e volta a origem, além de levar os bebês para suas famílias. A cegonha retorna ao seu próprio ninho com exatidão, portanto, um pássaro migrador é a escolha perfeita para representar a alma.

No Antigo Egito não havia conflitos religiosos/políticos nem cultos religiosos. Os egiptólogos ocidentais, que afirmam a existência destas bobagens estão apenas projetando a história da Igreja sobre a história do Antigo Egito.

Como cada Neter/Netert representa uma função, podemos encontrá-lo(a) em qualquer templo, tumba ou texto. Um Neter/Netert pode ter uma função proeminente (embora nunca exclusiva) em qualquer templo. Todos os templos tinham a mesma importância e os faraós egípcios executavam rituais em todos os templos do Egito. Os egípcios nomeavam os Neter/netert, porém os nomes no antigo Egito não serviam apenas para identificação; o nome também sintetizava o princípio representado. Por exemplo, o Neter Ra(Re) é descrito nos textos funerários da seguinte maneira: "Eles causaram tua vinda à existência como Ra em teu nome de Khepri". Khepri não é apenas outro nome/identificação para Ra (Re); também significa vir a existir.

Uma hipótese normalmente levantada pelos acadêmicos ocidentais é que havia um alteração de poder entre os Neterus (deuses/deusas) associada aos eventos históricos. Os Neterus são forças da natureza. Como na natureza ocorrem variações cíclicas, alguns Neterus foram mais proeminentes do que o outros em certos períodos. Tal fato deu-se devido às alterações das eras zodiacais e não estavam associados às alterações políticas.


UM POUCO DO MITO DA RELIGIÃO:

desenvolve-se uma hierarquia divina e se explicava a criação do mundo.

De acordo com o relato egípcio da criação, no princípio só existia o oceano. Então Rá, o Sol, surgiu de um ovo (segundo outras versões de uma flor) que apareceu sobre a superfície da água. Rá deu à luz quatro filhos, os deuses Shu e Geb e as deusas Tefnet e Nut. Shu e Tefnet deram origem à atmosfera. Eles serviram-se de Geb, que se converteu na terra, e elevaram Nut, que se converteu em céu. Rá regia todas as coisas. Geb e Nut posteriormente tiveram dois filhos, Set e Osíris, e duas filhas, Ísis e Neftis. Osíris sucedeu Rá como rei da terra ajudado por Ísis, sua esposa e irmã. Set odiava seu irmão e o matou. Ísis embalsamou o corpo do seu esposo com a ajuda do deus Anúbis, que desta forma tornou-se o deus do embalsamento. Os feitiços poderosos de Ísis ressuscitaram Osíris, que chegou a ser rei do mundo inferior, da terra dos mortos. Horus, filho de Osíris e Ísis, derrotou posteriormente Set em uma grande batalha tornando-se rei da terra.

Desse mito da criação surgiu a concepção da eneada, grupo de nove divindades, e da tríade, formada por um pai, uma mãe e um filho divinos. Cada templo local tinha sua própria eneada e sua própria tríade. A eneada mais importante foi a de Rá com seus filhos e netos. Este grupo era venerado em Heliópolis, centro do culto ao Sol no mundo egípcio. A origem das deidades locais é obscura; algumas vieram de outras religiões e outras de deuses animais da África pré-histórica. Gradativamente foram se fundindo em uma complicada estrutura religiosa, ainda que comparativamente poucas divindades locais tivessem chegado a ser importantes em todo o Egito. As divindades importantes incluíam os deuses Amon, Thot, Ptah, Khnemu e Hapi e as deusas Hator, Nut, Neit e Seket. Sua importância aumentou com o ascendente político das localidades onde eram veneradas. Por exemplo: a eneada de Menfis era encabeçada por uma tríade composta pelo pai Ptah, a mãe Seket e o filho Imhotep

De qualquer modo, durante as dinastias menfitas, Ptah chegou a ser um dos maiores deuses do Egito. De forma semelhante, quando as dinastias tebanas governaram o Egito, a eneada de Tebas adquiriu grande importância, encabeçada pelo pai Amon, a mãe Mut e o filho Khonsu. Conforme a religião foi se desenvolvendo, muitos seres humanos glorificados após sua morte acabaram sendo confundidos com deuses. Assim Imhotep, que originariamente fora o primeiro ministro do governador da III Dinastia Zoser chegou a ser conceituado como um semideus. Durante a V Dinastia, os faraós começaram a atribuir a si mesmos ascendência divina e desde essa época foram venerados como filhos de Rá. Deuses menores, simples demônios, ocuparam também um lugar hierarquico entre as divindades locais.


Símbolo do Universo


Simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação,criação, destruição, vida da morte, eterno ciclo de renovação.O Ouroboros é a representação gráfica de uma serpente ou um dragão, em forma circular, engolindo a própria cauda. Este símbolo é encontrado na antiga literatura esotérica (alguma vezes, associado à frase Hen to pan – O Todo ou O um) e em diversas tradições ocultistas e escolas iniciáticas em forma de amuleto.A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente. Mas, precisar sua origem e significado primitivo, torna-se uma tarefa praticamente impossível. Mesmo que de certa forma estejam interligados mas, paralelamente, trazem interpretações distintas.Pode-se também interpretar que o acto de engolir a si mesma, é uma interrupção do ciclo humano em uma busca evolutiva do espírito noutros planos. Ainda, o fato de encontrar-se na forma circular é um arquétipo representativo de movimentos ininterruptos e pode representar também o Universo. Além da interpretação de que a serpente actua nas esferas inferiores (Inferno), enquanto o círculo representa o Reino Divino. Em outras situações, o animal tem duas cores distintas. Neste caso, provavelmente, uma referência a Yin e Yang, ou pólos masculino e feminino, dia e noite, bem e mal, e outros paradoxos da natureza.Os primeiros registros deste arquétipo foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr) há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia, é uma representação da ressurreição da divindade egípcia Rá, sob a forma do Sol. Também é encontrado entre os fenícios e gregos. A serpente ou dragão aparecem na mitologia dos nativos americanos,na cultura Azteca (o Deus Quetzalcoatl é por vezes retratado como o Ouroboros e simboliza eternidade e alma do mundo).No antigo Egipto cerca de 1600 ac , do antigo Egipto passou para a Fenicia e filósofos gregos que lhe deram o nome de Ouroboros (aquele que devora a cauda).Aparece também no hinduísmo (como a serpente (Adisesha) circular atrás da tartaruga Maha kurma que suporta os oito elefantes que suportam o mundo nas costas os seus nomes: Airaavana, Pundareeka, Vaamana, Kumuda, Anjana, Pushpadanta, Sarwabhouma, Suprateeka. As esposas são : Abhra, Kapila, Pingala, Anupama, Taamraparni, Subhradanti, Angana.No Cristianismo (como simbolo do mundo material existe um exterior o que implica o interior ), nas religiões AfricanasO Ouroboros é importante para a religião e simbolismo mitológico, mas também é usado frequentemente em ilustrações de alquimia.Recentemente foi interpretado por psicólogos como Carl Jung como tendo o significado do arquetipo para a psique humana.Em algumas representações a serpente é mostrada como metade luz,metade escuridão remetendo a simbolos como o Yin Yang, que ilustram a dualidade da natureza em tudo, mas mais importante que estes opostos é que estes não estão em conflito .Na alquimia o Ourobouros simboliza a natureza circular do Opus alquémico que une os opostos: o consciente e o inconsciente da mente.Está também associado ao Gnosticismo e Hermetismo.

Minha tatuagem de Cobra!

" A serpente, tanto quanto o homem, distingue-se de todas as outras espécies animais. Se o homem se encontra no final de uma escala genética evolutiva, a serpente deve ser colocada no início. Homem e serpente são opostos. C.G. Jung dizia que a serpente é um vertebrado que encarna a psique inferior, o psiquismo obscuro, aquilo que é raro, incompreensível e misterioso. A serpente não apresenta um arquétipo, mas um complexo de arquétipos ligado à noite fria, pegajosa e subterrânea das origens. Todas as serpentes possíveis formam juntas, uma única multiplicidade primordial, uma Coisa primordial invisível que não cessa de desenroscar-se, desaparecer e renascer. Esta Coisa, como diz Keyserling, é a camada mais profunda da vida, o reservatório, o potencial em que se originam todas as manifestações."(Regina Braga)

Ouroboros(pronuncia-se Uroboros) é uma cobra(ou dragão, ou cachorro, ou coelho)
O símbolo Ouroboros tem algum significado desconhecido que o faz estar presente em várias mitologias.
Antigamente, Ouroboros era chamado de dragão coalhado, uma referência ao leite,que dá em vacas que são o principal alimento dos dragões.
O sentido de um dragão comendo o próprio rabo começou na cultura egípcia onde interações com animais deuses era muito frequente.
Como eles eram bem relacionados com grande parte do mundo antigo, passaram esse elemento para muitas outras desculturas, sendo que recebeu o nome ouroboros na Grécia, que significa devorador de ânus.
Na mitologia nórdica, Ouroboros é representado por Jörmundgandr, uma serpente.
No Cristianismo, Ouroboros representa o Natal, pois seu formato lembra, entre outras coisas, anéis, rodas de carro.Como nos primórdios cristãos o capitalismo não era condenado, Ouroboros era aceito como um símbolo cristão normal, como a cruz e o pentagrama.
Na África, por algum motivo, objetos fálicos tem um alto signifivado devino. por causa disso, cobras e outros animais de corpo alongado são muito venerados.
Ouroboros é visto como o ser que criou o mundo, por seu formato redondo, que lembra o planeta Terra.
Os astecas eram outros que veneravam deuses animais. Por causa disso, Ouroboros também estava presente. Só que, diferente das outras relações, aqui ele era encarado como um deus maligno, já que ele comia a próprio rabo, e os astecas eram contra o homossexualismo.
Por isso, Ouroboros era um monstro maligno que precisava ser combatido.
Ouroboros também tem significado alquímico. Normalmente é usado para identificar os homúnculos, seres maligno, malvados e que não fazem boas coisas.
A marca Ouroboros aparece em partes aleatórias do corpo dos homúnculos, podendo ser tanto o interior da boca como no interior da cabeça.
Ele também pode servir para exorcizar pessoas que sofreram algum tipo de infecção alquímica.
No Hinduísmo, Ouroboros representa uma cobra coletivo, que transporta oito elefantes em suas costas, rumo ao infinito!
Ele também é a cobra que circunda o mundo, abraçando-o, numa demonstração de carinho e emice. Isso pode dizer que Ouroboros é alguma divindade hinduísta, que nem aqueles elefantes.
Eu em particular fiz esta tatuagem porque para mim representa a manifestação do numero oito,que na Astrologia é a casa do signo de Escorpião,que é a perfeição e criação do universo.
O número 8 e o signo escorpião traduzem por isso a própria essência da reencarnação, o palco do processo «vida – morte – ressurreição». O numero 8 é por isso também perceptível como símbolo do infinito e da eternidade. A voracidade tanto carnal como espiritual que o signo escorpião traduz é enorme, e se por lado lhe concede esta dimensão de infinito e eternidade, por outro lado este signo traduz a própria essência de Édipo e Electra.
Consta na tradição da Tora hebraica, (Génesis 17:10), que é no oitavo dia de vida do bebe varão ,(homem), que a circuncisão deve ser realizada, selando-se assim na carne e no sangue um pacto com o Deus HYHV. Na numerologia, o 8 é o número da realeza, pois é aqueleaquele que melhor traduz a dolorosa mas orgulhosa aliança com Deus que traz salvação e a vitoria sobre todas as outras nações. Assim se retrata o próprio orgulho e poder que o signo escorpião simboliza.
A união do masculino e feminino,do dia e da noite,do positivo e do negativo,do bem e do mal.
É a simbologia da dualidade que unida se transforma no CIRCULO.O Universo!
As cobras são claramente ligadas com misteriosas culturas antigas. Ela é um símbolo complexo que representa o masculino e feminino e também a imortalidade!
Tudo é ciclico,tudo retorna á sua origem!
A serpente como símbolo do Universo,o círculo perfeito!

Texto extraído do Blog do escritor Alec Ferrari,muito lindo!


"Esta imagem é da floresta nas sombras da noite.

Muitas pessoas ao verem esta imagem poderão sentir medo. Por que?? É apenas uma floresta. Elas temem, certamente, porque em florestas assim há muitos perigos.

Talvez porque em seus espíritos, gravado na alma, esteja o sentimento da ovelha. Uma pessoa covarde, tal como a frágil ovelha, certamente temerá na escuridão de uma floresta na noite.
Aliás, é de dentro das florestas que surgem os lobos.

Mas um verdadeiro Cão selvagem olha esta imagem com outro pensamento.

Ele quer saber o que há lá dentro, ele quer entrar, ele quer vasculhar, está no seu sangue e este corre quente nos saltos do seu coração.

Sim, pode sentir medo também, mas sua alma pede e implora para prosseguir,

seu desejo de se entregar ao propósito é maior que o medo e ele segue em frente.
Ele não teme o lobo, ele o persegue.

E é justamente na noite, dentro da floresta, que o Cão cumpre com a sua missão, caçando os lobos.
Vejam, o medo é inevitável e até os mais habilidosos Cães guerreiros também sentem essa fraqueza. Mas vasculhem um pouco mais no fundo do coração, confiram se ali há a vontade de entrar na floresta.
Se você quer correr para longe dessa floresta, desculpe, aconselho que volte para o seu rebanho. Agora é hora da matilha dos guerreiros seguirem a busca pela alcatéia!"


Texto de Alec Ferrari(autor do livro "A Terceira Ordem)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Eu sou o caminho,a verdade e a vida!"

A ressurreição de Cristo provê o modelo (Romanos 6:3-5) e o poder (1 Pedro 3:21) do batismo cristão. Os pecadores precisam morrer para o pecado como Jesus morreu na cruz. Eles precisam ser sepultados com Jesus no batismo para que possam ser erguidos para caminhar numa nova vida, como Jesus foi erguido dentre os mortos.

domingo, 12 de abril de 2009


Foi da minha boca que saiu a promessa de fidelidade e a tripla-negação, foram as minhas mãos que O pregaram à cruz junto de dois marginais e na presença de uma Mãe em lágrimas, foi nos meus olhos que olhou, quando perto do fim, Lhe dei a amarga traição do beber... mas é por mim que Deus hoje chora e o mundo faz silêncio!"O VOS OMNES QUI TRANSITES PER VIAMATTENDITE ET VIDETESI EST DOLOR SICUT DOLOR MEUS""Ó vós homens que passais pela beira do caminho,olhai e vedese há dor igual à minha" Percebo aqui o desafio do mergulhar humano no Mistério de um Deus presente na nossa carne e em cada realidade humana.Se, portanto, à luz da atitude de Cristo, se pode verdadeiramente «reinar» somente «servindo», ao mesmo tempo este «servir» exige uma tal maturidade espiritual, que se tem de definí-la precisamente como «reinar». Para se poder servir os outros digna e eficazmente, é necessário saber dominar-se a si mesmo, é preciso possuir as virtudes que tornam possível um tal domínio." - João Paulo II

PÁSCOA Renovação da Promessa de Cristo


Apocalipse de São João: 3 ,8,18"A quem vencer,eu o farei coluna no Templo do meu Deus e dele nunca sairá;Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar;tendo pouca força guardaste a minha palavra,e não negaste o meu nome.Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo,para que te enriqueçase vestidos brancos para que te vistas,e não apareça a vergonha da tua nudez,e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas.Eis, que estou á porta e bato;se alguém ouvir a minha vóz e abrir a porta,entrarei em sua casa,e com ele cearei,e ele comigo!"Lucas 12: 35-37 “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sejam vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.” Ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá"!

sábado, 4 de abril de 2009

Superação







Superação é fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos, superação é trabalhar da melhor forma possível independentemente do que pensem ou falem.
Superação é irmos além do que os outros acham que somos capazes.



quinta-feira, 2 de abril de 2009


"Tu és as esperanças de todas as extremidadesda terra, e daqueles que estão longe,sobre o mar!O que pela sua força consolida os montes;O que aplaca o ruído dos mares, o tumulto dasondas e o tumulto das gentes.Tu fazes alegre as saídas das manhãs e das tardes;Tu visitas a terra e a refrescas, Tu as enriqueces comteus rios...Enches dágua sobre os pastos dos desertos eos outeiros singem-se de alegria.Os campos cobrem-se de rebanhos e os vales vestem-se de trigo,por isso eles se regozijam e cantam!"Porque a tua benignidade é melhor do que a vida e os meus lábios te louvarão!Quando me lembrar de ti na minha camae meditar em ti nas vigílias da noite...também jubilosa cantarei refugiada à sombrade tuas asas!"

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Phênix, aprendiz da Alma


PHÊNIX

Uma "ave fabulosa, do tamanho de uma águia, que, depois de uma longa vida, consumia-se a si própria através do fogo e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da ressurreição na Eternidade, na qual a Noite segue-se ao Dia e o Dia à Noite; alusão aos ciclos periódicos da ressurreição cósmica e reencarnação humana.A Fênix vive mil anos, em cujo término, acendendo um fogo flamejante, consome-se a si própria. Após renascer de suas próprias cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete. ‘Sete vezes sete’ ou quarenta e nove constituem uma alegoria transparente e uma alusão aos quarenta e nove Manus, às sete Rondas, e às sete vezes sete ciclos humanos em cada Ronda verificada em cada Globo".A Fênix é, assim, um símbolo para toda forma de vida, que igual à ave mitológica, tem um princípio e um fim, para depois recomeçar e terminar novamente, sucessivas vezes; isso acontece para os eons que duram as vidas de galáxias e universos, da mesma forma que para a efêmera existência de homems, animais, plantas... Podemos, ainda, verificar essa idéia de começo, fim e recomeço dentro da vida de homens, nações, planetas, etc., ao percebermos os vários ciclos que todos cumprimos, tais como, períodos de dificuldades, em que após se chegar a situações extremas, consegue-se "renascer" para uma nova fase, mais feliz.O Mito da Fênix encontra ressonância na Alquimia, em sua etapa denominada Calcinatio ou Calcinação, quando a matéria-prima com que o alquimista está trabalhando chega ao seu ponto máximo de putrefação, e, aparentemente, não teria mais utilidade; nessa fase a matéria-prima é queimada, ou calcinada, ou ainda, sacrificada, e com suas cinzas a opus alquímica entra em uma nova etapa; assim, também o ser humano, após intenso sofrimento, equivalente a uma calcinação, parte para uma nova etapa de sua vida em que não precisará mais repetir os enganos já vividos