segunda-feira, 30 de março de 2009




Mãe força na lide de viver,
de vencer as dificuldades,
as adversidades da vida
dos tempos de agora!
Mãe querida,
que em tuas noites mais escuras,
nos dias mais tortuosos,
Oxalá lhe estenda Suas luzes radiosas!
E o banhar-se nas águas de Oxúm,
mansas e cristalinas,
lhe retire as dores de tuas costas...
E as de teu coração também possa!

Inhançã varra tuas estradas,
com suas abençoadas forças,
retirando de teus passos
as folhas mortas... Os perigos... As armadilhas...
Feitas por quem nem te entende e nem gosta!

Ossanha forre estes teus caminhos
com outras folhas novas,
mais macias e perfumosas!
Oxumaré a proteja dos inimigos
que tenham se escondido em moitas próximas...
E tanto as viboras quanto seus venenos leve embora!

Omulu cure tuas chagas,
mesmo aquelas que lhe inflingimos
com as faltas nossas!
Que sua alma possa percorrer em paz
os seus caminhos d'alma,
na procura incessante do bem para nós!

Iemanjá possa com as forças de suas vagas,
indicar-lhe sempre os caminhos
nos oceanos de vida,
que por ela existem em todos nós...
E quando teu navegar-caminhar, Mãe andarilha,
te colocar nos picos das montanhas
possa Eua insuflar em teu ser, tua alma, teu peito
o mais puro ar das montanhas...
E que se renove tuas forças!
E que renovada por ela viva...
Solta!
Plena!
Como um pássaro livre e solto,
Águia sob o firmamento,
a ofuscar o sol,
a ofuscar as estrelas!

Oh! Mãe! De minhas vidas inteiras
quando correrdes pelas pradarias,
tenha as armas de Ogúm no peito!
As de Xangô á mostra na mão direita e na esquerda!
Para que não tombes nas guerras que enfrentas!
Para enfim, num plácido e cálido momento,
sorrir,
brincar,
sentir-se Ibejí...
Sem mácula!
Sem rancor!
Sem medos!
É o tempo, o tempo que se renova...
Te renova!
No seguir inclemente das horas
sejas sempre a Mãe negra de alma pura,
que traz paz a tudo que toca
e em tudo vê luz, vida e encantamentos!

sábado, 28 de março de 2009


Mais uma montanha difícil, mais um abismo escuro,

depende onde você esteja.

Na verdade esta é a montanha da fé!

Fé que deveria ser grande e poderosa,

capaz de remover qualquer obstaculo!

De fato, se todos nós tivéssemos apenas a fé

do tamanho de um grão de mostarda – tal como Jesus anuncia nos Evangelhos –

nós já teríamos transformado o mundo, não somente o mundo,

mas todo o Universo já estaria sob nosso domínio e conhecimento.

Entretanto, é tal a nossa miséria em termos de fé, e a nossa não confiança em Deus é tão miserável, que a cada dia mais fundo penetramos nos abismos da escuridão, até porque preferimos confiar nossos destinos aos homens, quando o profeta diz: maldito o homem que confia em outro homem e que na carne faz seu apoio (Jr 17,5). E assim o mundo nos confunde

Se para o simples ato de respirar, dependemos totalmente Dele, porque não Lhe entregar tudo o que nós somos e temos, para que somente Ele aja a nosso favor?

Para isso, então, é preciso somente uma coisa: saber o que Deus quer de cada um de nós! De fato, não é preciso que saibamos muitas coisas, mas sim, que saibamos qual a vontade de Deus para nossa vida.

Confiar em Deus, de verdade, é continuar confiando, mesmo quando as coisas não acontecem como pedimos, ou como nós achávamos que deveria ser.

domingo, 15 de março de 2009

Jardins de Burle Marx




Roberto Burle Marx



A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Nascido em São Paulo em 1909, Roberto Burle Marx muda-se ainda menino para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. E é lá que, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen. De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar, colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa.Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30. Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata.O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível nos anos 30. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes.
Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente.
Roberto Burle Marx é um artista polivalente. Pintor, designer, arquiteto, paisagista, artista plástico, tapeceiro. Nas horas vagas canta música lírica para os amigos. Sua obra como artista plástico é amplamente reconhecida e premiada em mostras e salões internacionais. Pouco a pouco, o nome de Burle Marx paisagista ultrapassa as fronteiras do Brasil. Sua assinatura brilha em milhares de projetos espalhados pelos cinco continentes.

Projetar um Jardim´também é arte!


A idéia da arquitetura e da organização do espaço atualmente deve seguir propostas de vanguarda,sem se inclinar a tendências ultrapassadas,exceto quando se deve reverenciar uma construção de época ou um espaço histórico.Portanto o jardim contemporâneo deve primar pela necessidade do usuário,deve ser uma continuidade do projeto arquitetônico.Não deve acontecer de forma desvinculada ao projeto. As formas e volumes são projetados em consonância com ele e em acordo com o entorno natural existente. A harmonização se dá então através da forma, definição de acessos, volumes, cores. E nunca esqueça que um jardim é um organismo em constante evolução,necessitando de um projeto eficiente onde se prevê o crescimento futuro de cada espécie para que não ocorram conflitos entre elas. Também o fator de adaptação de cada espécie ao clima que lhe condiz.

sábado, 14 de março de 2009


Vento


Para viver a mercê do vento...A VIDA É PARA OS CORAJOSOS


Para viver a mercê do vento...Tem que ser um pouco super-herói...Porque nem sempre ele nos guia para onde o coração quer...E suas forças são ainda mais fortes que nossas vontades...Possibilitando que encontros e desencontros aconteçam...Como faz ele em dias de sol e chuva...Consegue carregar até as mais pesadas nuvens...Muda as cores do céu e esconde, a seu gosto, o brilho do sol...É quando o dia fica cinza...Triste...Nessas horas, é que se usa a fantasia com capa de herói...Espere pelo momento certo, afinal, tudo tem sua hora e local...Só então, estando já de braços abertos se entregue...Permita-se a aproximação...Deixe que ele vá aos pouco lhe tocando...E sutilmente, nesse toque roube toda essa força que ele possui...Agora, se faça ainda mais forte...Sopre todas as nuvens cinza que passeiam pelo seu céu...Veja aparecer o azul e o brilho do sol...E o dia ficando cada vez mais...Feliz...

Cantar e não ter a vergonha de ser felizzzz

Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz,

eu sei,que a vida devia ser bem melhor e será,

mas isso não impede que eu repita,

é bonita,é bonita e é bonita...




To de olho em você!

Meu Perfil

Quanto a mim, deixo que os outros julguem esta minha tagarelice;
mas, se o meu amor-próprio não deixar que eu o perceba,
contentar-me-ei de ter elogiado a Loucura sem estar inteiramente louca.

Assim, pergunto se se deve estimar o que magoa, ou antes o que ensina e instrui,
censurando a vida e os costumes humanos, sem pessoalmente ferir ninguém.
Para dizer a verdade, não nasci nem do Caos, nem do Orco, nem de Saturno.
É Plutão, deus das riquezas, o meu pai. Plutão, que, no presente como no passado,
a um simples gesto, cria, destrói, governa todas as coisas sagradas e profanas.
Sou filha do prazer e o amor livre presidiu ao meu nascimento;

Se, além disso, fazeis questão de saber ainda qual a minha pátria
ficai sabendo que não nasci nem na ilha Natante de Delos, como Apolo;
nem da espuma do agitado Oceano, como Vênus; nem das escuras cavernas.
Nasci nas ilhas Fortunadas, onde a natureza não tem necessidade alguma da arte.
Não se sabe, ali, o que sejam o trabalho, a velhice, as doenças;

Nascida no meio de tantas delícias, não saudei a luz com o pranto,
como quase todos os homens:
mal fui parida, comecei a rir gostosamente na cara de minha mãe.
Acompanhada, pois, e servida fielmente por esse séquito de criados,
estendo o meu domínio sobre todas as coisas,
e até os monarcas mais absolutos estão submetidos ao meu império.

Já conheceis, portanto, o meu nascimento, a minha educação e a minha corte.
Antes de tudo, dizei-me:
haverá no mundo coisa mais doce e mais preciosa do que a vida?
Que seria esta vida, se é que de vida merece o nome, sem os prazeres da volúpia?

Julgue-me, agora, quem quiser, e confronte o bom serviço que prestei aos homens com a metamorfose dos deuses.
Concedo, de bom agrado, que a verdade seja odiada por todos
e muito mais pelos monarcas.Mas, é justamente essa razão
o que mais honra os meus loucos.

Elogio a Loucura-Erasmo de Rotterdam