terça-feira, 29 de março de 2011

O Vento de Cecília Meireles



O cipreste inclina-se em fina reverência
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.

A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.

Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes.

Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.

Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.

O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente, em cada folha.

Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.

Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Se movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.

O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:

ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.


Cecília Meireles
in Mar Absoluto

"Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: Silêncio e Solidão. Essa foi sempre a área da minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde relógios revelaram o segredo de seu mecanismo e as bonecas, o jogo do seu olhar (...)."


Não digas: “o mundo é belo”.Quando foi que viste o mundo?Não digas: “o amor é triste”.Que é que tu conheces do amor?Não digas: “a vida é rápida”.Como foi que mediste a vida?Não digas: “eu sofro”.Que é que dentro de ti és tu?Que foi que te ensinaramQue era sofrer?

Cecília Meireles

O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste breve,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Continuando pela luta em favor dos animais!

Matadouros de gado



Quando o gado chega à "central de empacotamento", nome dado pela indústria aos matadouros visando retirar a imagem de um local de matança, os animais são colocados em uma área de espera, onde ficam por algumas horas sendo enfileirados para a entrada no prédio de abate. Neste momento pode-se ouvir o nervosismo dos animais que ficam mugindo freneticamente, pois já antecipam o que lhes acontecerá.


Quando chega a hora do abate propriamente dita, o gado é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzir através de uma porta de aço os animais com o auxílio de uma vara de eletrochoque. Isto não é fácil, pois os animais ficam muito nervosos geralmente. Ao entrar no matadouro, o animal pode cheirar, ver o sangue e os pedaços em diversos estágios de corte, dos animais que o antecederam. Há verdadeiro pânico e ele tenta inutilmente fugir dando saltos, o que é inútil pois está totalmente cercado de chapas de aço.

A inconsciência pré-abate é feito com uma pistola pneumática que dispara uma vareta metálica no crânio do animal, perfurando-o dolorosamente até o cérebro e desacordando-o para o passo seguinte. Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor. Em matadouros de pequeno porte o método é feito através de um martelo específico que golpeia a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios).

Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz do gado.

Após esse momento, o gado é pendurado pela pata traseira em uma corrente que o pendura de cabeça para baixo. Como o gado adulto é pesado, nesse momento há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio pêso. Nos casos de abate ritual, cujo abate é feito necessariamente com o animal consciente, ou matadouros de grande porte, onde a velocidade de produção não permite uma verificação da inconsciência do animal, muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento, quando feita uma abertura para esfola do couro, feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.

Após isso o animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. Alguns animais ainda estão vivos nesse momento e há relatos da repugnância sentida em presenciar esse processo com o animal ainda piscando os olhos.

Finalmente, o animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral. A carcaça é então levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue) e, posteriormente, para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

Investigadores e fiscais de matadouros relatam barbaridades realizadas nos animais pelos funcionários, que enfiam cabos de vassouras nos ânus dos animais, furam propositalmente os olhos dos mais rebeldes, etc.

Colaboração: Gledson Silva
(Extraido do site vegetarianismo.com.br)

sábado, 19 de março de 2011

TUDO É VIDA!Não temos o direito de tirá-la???



Nesta imagem vemos um feto bovino atirado junto a intestinos e restos de outros bois,o "descaso" com a vida,que nós ajudamos a se concretizar?
melhor continuar comendo?




Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.

As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?

O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pessoas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.

Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.

A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser humano por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.

Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?

Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.

Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem matá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.

Com a carne abatida de forma “humanitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.

Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.

Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade é menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.


Sérgio Greif
Membro fundador da Sociedade Vegana.


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Abate Humanitario de Animais

Tenho vergonha de ter aprendido com meus antepassados a comer carne.Hoje em dia sou vegetariana convicta e creio que o habito de sacrificarmos animais e comermos seus cadáveres seja acima de tudo um resquicio de nossa falta de evolução.O ser humano evoluiu em muitos sentidos mas ainda não se desvencilhou da dependencia dos animais.Isso é lastimável,pois para a criação de gado por exemplo,milhares e milhares de matas são desmatadas para se criarem pastagens.Quanto mais dobra o consumo,pior fica.

Abate Humanitário. Sempre me indignei com esse termo, já que animais não podem ser abatidos como humanos, como tivéssemos essa modalidade de extermínio. A seguir retransmito uma pequena história que eu li na rede, para finalizarmos no propósito do artigo:

“Tão logo o animal põe a cabeça para fora do túnel escuro e apertado que o conduz rumo ao amplo salão iluminado, encara seu destino, alguns segundos antes que eletrodos despejem em seu cérebro amperes de eletricidade, ele ficará inconsciente. O tempo é curto, mas o animal pode ver ao seu redor outros parceiros sofrendo a mesma operação. O suíno como exemplo, da sua altura do coração verte um grosso jorro de sangue, a massa de ruídos supera os 110 decibéis, com gritos dos animais que estão atrás na fila, barulhos de grossas correntes metálicas movimentando-se em carrossel, de jatos de fogo subindo, de máquinas a pleno vapor. Quando o corpo rosado do animal com 120 kg, pernas dianteiras esticadas - contração muscular provocada pela corrente elétrica -, cai na esteira rolante, encontrando o operador de sangria.
O funcionário todo de branco, como um cirurgião, empunha faca afiadíssima e num golpe e todos os vasos do coração serão seccionados em um segundo, o suíno ainda pedala no chamado movimento clônico, mas não grita mais com pupilas dilatadas, olhando ao nada. O instrutor toca na córnea do animal e ele não reage, insensibilizado, diante a uma platéia atenta de 20 homens e mulheres, certificando-se, aperta o focinho em forma de tomada e dá beliscões nas orelhas sem resposta do corpo que sangra. Diariamente frigoríficos abatem milhares de suínos, aves, bovinos, eqüinos que, em horas, se transformam em lingüiças, salsichas, bacon, presuntos, mortadelas, costelas defumadas, pertences de feijoada e produtos industrializados e carcaças inteiras ou em partes vão ao mercado”.

Ricos mercados, como o europeu, são os alvos mais cobiçados. O Brasil nunca foi habilitado para vender carne para a Comunidade Europeia, com exceção de ave, ora o argumento era a sanidade da carne, ora, o preço, ora, o jeito como os animais são tratados e isso mudara. Frigoríficos representam o agronegocio brasileiro, chegando ao dia do domínio de toda a teoria e a prática exigida pelos exigentes examinadores internacionais. A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla inglesa), ONG de 28 anos e presente em 156 países, faz força-tarefa de veterinários e zootecnistas especialistas em bem-estar animal dentro das fábricas. A desconfiança que sempre existiu entre as entidades de proteção e a indústria de proteína animal rompeu-se graças a um convênio firmado há um ano entre a entidade e o Ministério da Agricultura. Com o aval do ministério e o interesse nos mercados externos, ficou mais fácil para a WSPA entrar em territórios vetados, como eram os abatedouros.

Anualmente, abatemos 40 milhões de bovinos, 30 milhões de suínos e 4 a 5 bilhões de frangos, números gigantescos, podendo ser multiplicados em dois, três ou quatro vezes. Isso depende de conquistarmos novos mercados, porque temos tecnologia, mão de obra, insumos mais baratos terra, água, técnicos e empresários competentes. Na virada do século 19 para o 20, firmaram-se padrões quanto à qualidade sanitária da carne, depois, vieram requisitos à qualidade organoléptica - cor, sabor, odor, textura -, agora é a vez da valorização da qualidade ética da carne, incluindo bem-estar dos animais, desde sua criação, abate ao mercado, além da sustentabilidade ambiental, social e econômica. Não está escrito em lugar algum que um animal tenha de sofrer para morrer e frigoríficos de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo estão sendo treinados nesse sentido.

Para que dar bem-estar ao animal que vai morrer? Respondo da seguinte maneira, não concordando com o termo abate humanitário: a indústria sempre trabalhou em ganhos de produtividade, portanto o bem-estar esta atrelado ao ganho financeiro das empresas medido pelos índices de produtividade, sendo incoerente essa terminologia – abate humanitário – no setor de carnes. Hoje, a avicultura serve de exemplo, já que poderíamos criar um selo de bem-estar animal às aves com as práticas de manejo, nutrição, controle genético e sanitário aos animais pelos gestores de toda a cadeia avícola, garantindo segurança alimentar ao consumidor nacional e internacional.

Por Valter Bampi, médico veterinário e executivo avícola

sexta-feira, 18 de março de 2011

sem palavras...


A foto dramática retrata o momento da perda (visto em um animal tido como irracional) um misto de dor e ternura!sem palavras...

quinta-feira, 17 de março de 2011

"O homem contemporâneo destroi a natureza e reduz a importância do feminino!Estamos colhendo o resultado em forma de catastrofes e guerras!"


As religiões ancestrais visualizavam o universo como uma grande mãe. As grandes deusas representavam a Terra Mãe ou o princípio gerador da vida. A capacidade de conceber uma nova vida humana, dar à luz, produzir leite e sangrar com as fases da lua.
O culto à Grande Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas.
Supõe-se qu...e a domesticação de plantas e de animais, primeiro passo para a construção de sociedades humanas complexas, tenha implicado na fragmentação da visão sacralizada da natureza.
O aumento da população levou o ser humano a " domesticar" e o nomadismo trouxe vantagem ao homem. Com a descoberta da ligação entre o ato sexual e a fecundação, inciou-se um verdadeiro culto ao falo e que resultou na origem do patriarcado e a desacralização da natureza..
Com a irrupção do monoteísmo hebraico e seu desdobramento no cristianismo e no islamismo, foi dado o passo inicial para a desacralização da natureza e sua concepção como uma grande mãe.
No mundo místico a energia feminina do universo é representada pelos Andes, , enquanto a energia masculina é representada pelos Himalaias. , pólos negativo e positivo do planeta e regiões de grandes forças magnéticas. Esta energia feminina tocou tão profundamente os habitantes dos Andes, que este povo ( os Incas) identificou nossa Terra, como Pachamama, a mãe de toda vida, a divindade excelsa do mundo, aquela que nos ensina a amar tudo incondicionalmente, e nos mostra o trabalho como uma altíssima virtude, porque amando tudo e construindo com o trabalho nos tornamos sábios.

Enquanto isto...nós ocidentais como andamos? O homem contemporâneo destroi a natureza e reduz a importância do feminino!Estamos colhendo o resultado em forma de catastrofes e guerras.Este cenário bélico e de destruição é a marca da falta de equilibrio em que vivemos!

domingo, 6 de março de 2011

Voz da Verdade- Voz de MULHER na Semana Internacional da Mulher!

A VERDADE DITA POR UMA CORAJOSA MULHER-QUE NOS SIRVA DE EXEMPLO:Você que defende a vida, a paz e a igualdade no planeta-a justiça e é contra toda forma de opressão!Poucos tem coragem de erguer a voz diante da opressão!Mas o mundo está MUDANDO!E com estas mudanças podemos vislumbrar um futuro para as gerações mais iluminadas.

Toda Nudez Será Castigada?


E o direito da mulher sobre seu proprio corpo?

terça-feira, 1 de março de 2011

Eu considero a vivissecção no mesmo nível que a bruxaria.

Para quem tiver interesse leia:

Este é o cache do Google de

http://www.scribd.com/doc/17531210/Vivisseccao.

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Nl9jCLIfxQUJ:www.scribd.com/doc/17531210/Vivisseccao+como+%C3%A9+feita+a+produ%C3%A7%C3%A3o+de+soro+anti+ofidico+e+a+crueldade+com+os+cavalos&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br

ESTE TEXTO É UM RESUMO DOS SEGUINTES TRABALHOS I - Livro: A Verdadeira Face da Experimentação Animal - A sua Saúde em Perigo Organizado e Escrito por Sergio Greif & Thales Tréz Editado por Sheila Moura – Sociedade Educacional Fala Bicho 2º Edição - Rio de Janeiro - Setembro de 2000 II – Livro: Direito dos Animais Capítulo VI – Vozes do Silêncio – Pág. 63 à 72 Autoria de Laerte Fernando Levai – Promotor de Justiça Editora Mantiqueira – Campos do Jordão III - Monografia: Experimentação Animal: Aspectos Históricos, Éticos, Legais e o Direito à Objeção de Consciência. Autoria de Bárbara Giacomini Ferrari Monografia apresentada no Curso de Graduação, da Faculdade de Direito da Instituição Toledo de Ensino Bauru - 2004 RESUMO FEITO POR GABRIELA TOLEDO PARA A PEA - PROJETO ESPERANÇA ANIMAL www.pea.org.br OUTRAS FONTES CONSULTADAS

Se eles trucidam os povos dos países que invadem e voltam assim, imagine-se o que deixam para trás quando saem.

Após retirada do Iraque, EUA acumulam soldados mutilados e com traumas psicológicos
DA EFE, EM WASHINGTON

Após mais de sete anos de conflito, os EUA encerram nesta terça-feira (31) sua missão de combate no Iraque, passando a enfrentar um grande desafio interno: atender aos milhares de soldados que devem retornar ao país mutilados, com traumas psicológicos e que perderam seus empregos.

A campanha do Iraque tornou-se a guerra mais longa da história dos EUA, e uma das que teve maior custo econômico e humano, somando quase US$ 900 bilhões investidos e 4,2 mil soldados mortos.

O presidente americano, Barack Obama, fará um anúncio na terça-feira às 21h (horário de Brasília), para anunciar o fim da guerra, embora cerca de 50 mil soldados integrando uma força de transição devam permanecer no Iraque.

"Nenhum soldado volta da guerra sendo a mesma pessoa que saiu de casa. Sempre retornam diferentes, raras vezes para melhor, e muitas famílias não os reconhecem", disse o presidente do grupo Veteranos pela Paz, Mike Ferner.

"Os homens e mulheres que voltam da guerra, mesmo que não tenham problemas de saúde, têm enormes dificuldades para encontrar trabalho, ainda mais na atual situação econômica", apontou.

PROBLEMAS MENTAIS GRAVES

Nos últimos sete anos, quase 1,5 milhão de homens e mulheres serviram nesta guerra que, em seus momentos de maior intensidade, chegou a ter deslocados 171 mil soldados. Cerca de 30 mil retornaram com ferimentos físicos e lesões psicológicas.

Por isso, os veteranos esperam que Obama, como fez em seu discurso por rádio no sábado, se comprometa amanhã a colocar todos os recursos disponíveis para evitar que os veteranos fiquem à margem da sociedade.

No sábado, Obama reconheceu que o maior problema são os soldados que sofrem lesões cerebrais e estresse pós-traumático (PTSD, na sigla em inglês), dado que "poucos recebem o diagnóstico e cuidados adequados".

Mas "estamos mudando isso", disse Obama, ao lembrar que o governo está investindo recursos no tratamento e atenção dos doentes e em tratamentos para reduzir a alta taxa de suicídios.

TRAUMAS

Cerca de 30% dos soldados que retornaram do Iraque sofrem de problemas mentais graves após terem presenciado mortes, mutilações, combates e a tensão constante de viver em uma zona de guerra.

Um estudo da revista "Military Medicine" aponta que 62% dos soldados que retornaram receberam ou precisam de tratamento psicológico; 6% mostram síndrome de estresse pós-traumático e 27% passaram a abusar de álcool.

Os traumas psicológicos não são o único obstáculo enfrentado pelos soldados ao voltar ao país, que segue sofrendo as consequências da pior crise econômica desde a Grande Depressão iniciada em 1929.

"O maior problema que eu vejo agora é que os veteranos voltam e muito não encontrarão seus empregos", disse Tracy Handschuh da Operation Homefront, um grupo que ajuda aos militares na solução de suas emergências financeiras.

Apesar de as empresas terem obrigação legal de manterem os postos de trabalho dos reservistas quando estes são enviados a missões no exterior "isso não funciona se a companhia fechou durante a recessão", comentou Handschuh, quem acrescentou que "quando o soldado volte talvez o emprego já não exista mais".

Uma característica da Guerra do Iraque foi o envio repetitivo das mesmas tropas à zona de guerra.

Ao menos tempo 57% dos membros em serviço ativo das Forças Armadas dos EUA (excluídas os reservistas) serviram em torno da área de combate e 31% retornaram ao menos para uma segunda temporada.

"As missões de um ano colocam à prova aos soldados, mesmo que sua moral esteja boa", comentou o inspetor-geral de Saúde do Exército, tenente-general Kevin Kiley, quem lembrou que enquanto estão longe de casa os soldados, homens e mulheres, "perdem de presenciar fatos como nascimentos, os primeiros passos dos filhos, os aniversários".

"Mas quando os soldados vão para uma segunda ou uma terceira missão, o impacto é bem maior", acrescentou.


Fonte: FOLHA DE SP

extraido do blog de Izidoro Azevedo dos Santos