sábado, 2 de junho de 2012

Retrato das Epidemias no Mundo

Novas evidências científicas mostraram que o tratamento de pessoas com HIV também impede que elas transmitam o vírus para outras, revelando um grande potencial de reversão da epidemia de Aids. São necessários agora o financiamento e a vontade política para garantir que mais pessoas recebam tratamento antirretroviral. © Sven Torfin

A luta por vacinas a preços mais acessíveis em países em desenvolvimento ganhou um forte impulso este ano, quando a UNICEF divulgou, pela primeira vez, o preço que paga por todas as vacinas que compra. Isso quer dizer que os fabricantes das vacinas terão que ser transparentes quanto aos valores cobrados, e é provável que o aumento da concorrência entre eles reduza o preço das vacinas. © Bruno De Cock

Em dezembro, o financiamento para o tratamento das três doenças responsáveis pelo maior número de mortes em países em desenvolvimento – Aids, TB e malária – sofreu um forte golpe. O Fundo Global, um dos principais financiadores de programas de tratamento dessas doenças, foi forçado a cancelar uma rodada anual de financiamentos, pois os doadores do Fundo não disponibilizaram os recursos que haviam se comprometido a doar. © Samantha Reinders

Tuberculose:Um novo teste de diagnóstico para a doença está sendo desenvolvido, o que significa que será possível identificar mais pessoas infectadas com TB resistente a medicamentos, uma forma de tuberculose muito mais difícil de tratar. Atualmente, apenas 1% dos infectados é diagnosticado e recebe os medicamentos de forma apropriada. Os governos precisam fazer muito mais. @ Bruno De Cock

A companhia farmacêutica Novartis está novamente processando o governo da Índia para tentar enfraquecer a lei de patentes do país. No momento, a Índia é capaz de produzir versões genéricas de medicamentos para pacientes de inúmeros países em desenvolvimento devido à sua lei de patentes, que impede que empresas farmacêuticas recebam um monopólio de 20 anos apenas por fazerem pequenas mudanças em medicamentos já existentes. Se a Novartis vencer, a oferta de medicamentos a custos mais baixos ficará gravemente ameaçada. © Bruno De Cock

Os altos custos impedem que muitas pessoas na África adquiram um tratamento mais eficiente contra a malária. Um programa piloto de subsídios implementado em oito países parece estar saindo dos trilhos: a alta procura pelos medicamentos subsidiados gerou um temor de esgotamento dos estoques, o que, por sua vez, fez com que os custos dos materiais usados na produção dos medicamentos triplicasse. © Barbara Sigge

A falta de um medicamento essencial contra a doença de Chagas fez com que os planos de expansão da oferta de tratamento fossem interrompidos. Cerca de 10 milhões de pessoas estão infectadas com a doença, que afeta principalmente a América Latina. A escassez de medicamentos aconteceu justamente no momento em que os governos foram convencidos da importância de expandir seus programas de tratamento. © Vania Alves/MSF

As pessoas que vivem em países de renda média, como a Ucrânia, China e Tailândia, estão sendo prejudicadas com o fim dos descontos padronizados para medicamentos fornecidos por algumas empresas farmacêuticas. As companhias precisam de novos mercados para obter mais lucro agora que as patentes de seus medicamentos mais populares estão sendo quebradas. Isso pode acabar impedindo que muitas pessoas tenham condição de pagar pelos seus medicamentos. © Sami Siva

A oferta de alimentos de teor nutricional adequado para crianças é a melhor maneira de impedir a desnutrição infantil em países em desenvolvimento, sobretudo em contextos que não são emergências e, desse modo, não estão no centro das atenções. No Níger, equipes de MSF observaram que a taxa de mortalidade entre crianças que recebiam alimentos de alto teor nutricional como parte de um programa de alimentação suplementar foi reduzida pela metade. @ Yann Libessart

As pessoas vivendo com HIV vão se beneficiar das novas diretrizes de tratamento desta infecção fatal. A meningite criptocócica afeta o cérebro e a medula espinhal, e pode matar em menos de um mês se não for tratada. As novas orientações prezam pelo melhor tratamento possível, mas é muito difícil conseguir os medicamentos necessários em muitos países em desenvolvimento. © David Levene

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