quinta-feira, 28 de junho de 2012

10 mentiras e 10 verdades sobre o ateísmo

1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.

Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida.
A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é… bem… insignificante.



2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles eram muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originaram cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71): “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.
Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.
A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “Deus, um delírio”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.


7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.
Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.
Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.
Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.


9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.
De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.
Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão – e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.


Fonte: Vida em Órbita






sábado, 16 de junho de 2012

Animais

Em qualquer sociedade no mundo animal, as espécies cooperam entre si e os membros de determinada manada protegem-se entre si. O Ser Humano é o único que ataca os mais fracos e indefesos para extravasar a sua bestialidade.




O que se deve mostrar e ver, o que não de deve mostrar e ver

Tema de grande atualidade, numa altura em que tudo é espetáculo!


Mas parece-me muito fácil discernir o que deve ser visto do que não deve ser visto, sem atentar contra a moral.
Devem ou não mostrarem-se imagens do horror do holocausto, dos campos de concentração nazis e soviéticos?
Devem ou não mostrarem-se as imagens de Hiroshima e Nagasaqui?
Devem ou não mostrarem-se imagens do 11 de Setembro ou da invasão do Afeganistão e do Iraque?

Podem dizer-me que esses são acontecimentos de dimensão coletiva, mas por vezes há acontecimentos individuais que, infelizmente, se tornam acontecimentos simbólicos, de repercussão colectiva, mais ainda, universal.
A defesa dos mais elementares direitos humanos (o direito à vida, em primeiro lugar, o direito ao amor, o direito à escolha de uma religião ou de um parceiro) deverá estar à frente de tudo.
Aqui, nos EUA, no Afeganistão ou no Sudão.
Uma outra coisa muito diferente é especular com os sentimentos mais fáceis e primários do público, dando-lhe, em doses maciças, o que ele quer ver sobre a pequena história.

Por muito que custe dizer isto, sobretudo aos pais da menina desaparecida, o caso de Madeleine é o da pequena história quotidiana, o caso da jovem Dua Khalil Aswad morta por apedrejamento em 2007 diz respeito à grande História.
O raptor de Madeleine pertence a um grupo humano patológico que sempre irá existir, por muito que nos custe aceitar esta certeza; os que mataram em alcateia de duas mil mãos a projetarem a morte com pedras e blocos de cimento têm de ser eliminados da face da Terra. Rapidamente.
Os primeiros pertencem ao domínio da psicologia e da anormalidade, os segundos pertencem aos domínios da sociologia, da política, da religião.
Uns isolam-se, outros anulam-se.
Uns são casos de polícia, outros são casos de Estados, ou de Humanidade.

Reconheço que é tudo muito difícil, mas com um pouco de lucidez vamos tentar discernir e ver o que se deve ver para educação de todos, e o que se deverá evitar ver, para equilíbrio da vida de todos.

Quanto ao que se deve ou não fazer, para que servem petições e posts em blogues, eis o que a notícia do Publico conforma: “O Governo regional do Curdistão emitiu a 1 de Maio, poucos dias após uma manifestação de mulheres curdas na cidade de Erbil, um comunicado em que condena o assassinato de Dua Khalil Aswad. O comunicado sublinha que a lei iraquiana pune os chamados "crimes de honra" e que vários homens estão a aguardar julgamento por casos semelhantes. Pede ainda que o sistema judicial iraquiano puna os responsáveis pelo assassinato. As autoridades dizem que foram presas duas pessoas por causa do apedrejamento, mas que outras quatro fugiram. A divulgação dos vídeos na Internet suscitou também reacções por parte da imprensa internacional e de vários grupos de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.”

Como se vê, a reação regional, nacional e internacional dá os seus frutos. É preciso um protesto cada vez maior. Fazer ouvir o nosso protesto com cada vez mais força. Mais alto. Mais longe.
hoje andei à procura do vídeo da morte dela, na net. nunca tinha procurado uma coisa assim. nunca procurei os vídeos das execuções da al qaeda. não procurei o vídeo da morte de saddam -- embora o tenha visto, na tv. nunca tive sequer a ideia de fazer isso, de procurar um vídeo assim.


não o encontrei. na verdade, não sei se queria mesmo encontrá-lo. das duas ou três vezes que abri um site e fiz download do vídeo que dizia 'death by stoning of 17 year old iraqi girl' ou 'horrifying video' ou 'dua khalil aswad death' fi-lo com pavor. o pavor de quem não sabe se vai aguentar ver e o pavor, muito mais pavor, de quem receia aguentar bem de mais.

de todas as vezes, o vídeo não estava lá. foi retirado. foi retirado do you tube e de mais uma série de sítios. vai voltar sempre, claro. é uma espécie particular de snuff movie. há quem aprecie snuff movies. mas esse não é o ponto. o ponto era o porquê da minha busca.

podia dizer que tinha de ver para acreditar que uma criança de 17 anos pode ser lapidada hoje, no século XXI mas eu acredito. já sabia que estas coisas acontecem. com pedras, com gasolina, com o que vier à mão, e pela mão daqueles em quem estas jovens e mulheres mais confiam: os irmãos, os pais, os tios.
Quando vi na tv aquelas imagens rápidas, indistintas, dos filmes de telemóvel, esses filmes instantâneos de todas as atrocidades que agora se servem fresquinhos na net, quis vê-la. ela não se via, ali, e eu quis vê-la. quis dar um rosto e uma dor a este nome, dua khalil aswad. quis gravá-la na minha memória, a jovem curda de nome arrevezado. reconhecê-la como quem reconhece um corpo na morgue -- porque tem de ser, porque é, de algum modo, uma forma de respeito.

quis estar ali, uns segundos, um minuto, até aguentar. como testemunha. como irmã.
quis chorar por ela, quis ter raiva por ela, quis odiar por ela.

FONTE :(Relato de Ana Paula, do Blogue “Música do Acaso”, sobre o caso de Dua Khalil Aswad, a jovem de 17 anos, assassinada à pedrada no Norte do Iraque, para desagravo da honra dos familiares,deixou aqui um comentário que rezava assim: “Em casos destes, tão graves, geralmente acho todas as palavras vãs. No entanto, em memória desta jovem que desaparece do mundo de modo tão absolutamente indigno, vale dizer)

Lembrando também da morte de Aisha Ibrahim Duhulow, 13 anos de idade.

Jornalistas somalianos haviam noticiado que Duhulow tinha 23 anos de idade, julgando pela sua aparência física. A verdadeira idade dela só veio à tona quando seu pai disse se tratar de uma criança. Duhulow lutou contra quem a detinha, e foi levada à força para dentro do estádio.

A Anistia Internacional disse que foi informada por várias testemunhas que, em dado momento durante o apedrejamento, enfermeiras receberam instruções para verificar se Aisha Ibrahim Duhulow ainda estava viva.
Ao constatarem que sim, a menina foi recolocada em um buraco no chão onde tinha sido coberta de pedras, para que o apedrejamento continuasse até sua morte. Segundo a Anistia, nenhum dos homens que estupraram a menina foi preso.
A Anistia Internacional vem realizando uma campanha para pôr fim à prática de punição por apedrejamento.






sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Povo de Deus

Que raça linda o ser Ser Humano!
Que raça tão cruél.
Que espécie Maravilhosa e tão des-humana!
Que belos filhos da Luz,que vagueiam pelas Sombras.
Que planeta maravilhoso e imerso em sofrimento.
E tu vens me falar de felicidade?
Vamos buscar a felicidade?
Precisamos dela?
E como podemos tocá-la se quando olhamos para o lado vemos tantos caindo.

Algumas vezes me pergunto o que fazemos aqui?
Aprenderemos? Transformaremos? Atuaremos?
Ou vamos correr em círculos,assistir ao noticiário na TV
Comer pipoca, fazer sexo e sair cedo para trabalhar?
Lutar pela vida?
E a morte?
Vivemos de morte!
Matamos para sobreviver,matamos para comer, matamos por puro esporte.
E tu vens me falar em vida?
Ignoramos a vida,fazemos pouco caso dela.
A vida é descartável!
O maior bem do Universo,descartável!

E a miséria, e a fome, e a ignorância?
Como podemos fechar os olhos para isso?
Como podemos baixar a cortina que esconde a verdade?
Será que a minha vida está valendo a pena?
Será que a sua esta?
Olhamos para todo lado,vemos milhões e milhares de pessoas.
Para onde iremos?
Para que viemos? Valerá a pena?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Afegã é perdoada mas terá que casar com estuprador

A afegã Gulnaz, de 21 anos, teria de cumprir uma pena de 12 anos de prisão por ter sido estrupada por um homem casado. Para se livrar da pena a jovem terá que se casar com o homem que a estuprou e a engravidou. A decisão foi tomada com base na rígida lei islâmica – a sharia – e como meio de legitimar sua maternidade sobre a criança que deu à luz enquanto presa.


A jovem havia sido estuprada pelo cunhado quando tinha 19 anos, Conforme contou à rede CNN. “Ele estava com roupas nojentas, porque trabalha na construção civil. Quando minha mãe saiu, ele foi até a minha casa e fechou as portas e as janelas. Eu comecei a gritar, mas ele me calou, tapando minha boca com as mãos”, descreveu Gulnaz.

A garota preferiu não denunciar o agressor, com medo de represálias, mas poucas semanas depois descobriu que estava grávida e o segredo foi revelado à família. Gulnaz foi julgada por adultério e condenada a 12 anos de prisão, assim como o cunhado.

Ela teve a “pena” reduzida para três anos. O agressor, por sua vez, também será punido. Como ele era casado à época do crime, a justiça afegã o enquadrou como adúltero, o que resultará em uma pena de sete anos de prisão.

Gulnaz aceitou casar-se por conta de sua filha. Ela ainda corre o risco de sofrer um “assassinato de honra”, que muitas vezes são cometidos pelos próprios familiares ao se considerarem desonrados.

Em entrevista à emissora britânica BBC, a advogada de Gulnaz, Kimberley Motley, disse que o desejo da vítima era “poder escolher livremente entre casar ou não com o homem que a agrediu”.

Emal Faizay, porta-voz do governo afegão, informou que o ministro da justiça do país participou de uma reunião com a jovem. Ela teria dito, na ocasião, que só aceitaria casar-se com o estuprador na hipótese de seu irmão também se casar com a irmã dele.

Cerca de 5000 pessoas assinaram uma petição pela liberdade de Gulnaz. O embaixador da União Europeia no Afeganistão disse se sentir “maravilhado” com a notícia de que ela havia sido solta. Segundo ele, “o caso serviu para destacar o dilema das mulheres afegãs, que, mesmo depois de 10 anos da queda do regime do Talibã, ainda sofrem em condições inimagináveis, privadas até mesmo dos mais básicos direitos humanos”.

Afeganistão

Porque é que a depressão e os problemas mentais estão tão generalizados entre as mulheres e são tão graves que as têm levado a cometerem tantos suicídios? Será que é outra coisa que não o tipo de vida a que essas mulheres são sujeitas? Mesmo Kaker não tentou sequer esconder isso, ou melhor, não o podia esconder. Disse: «A continuação da guerra civil e da violência no Afeganistão, as deslocações forçadas, os casamentos precoces, os casamentos forçados, a violação, a violência doméstica e a pobreza generalizada são as causas dos problemas mentais e da depressão no Afeganistão.»


Um fenómeno novo no Afeganistão é o número de mulheres que consomem drogas, o qual está a crescer. Segundo os números divulgados pela Comissão de Direitos Humanos do Afeganistão, mais de 120 mil mulheres consumem agora drogas, em particular ópio.

Porque é que o número de mulheres viciadas em droga e suicidas está a aumentar? Não será porque a pobreza e a violência contra elas estão a aumentar? Será que isso não quer dizer que os EUA e outros países imperialistas tornaram a situação ainda pior para as mulheres?

Não há dúvida nenhuma que as mulheres sofriam de uma forma quase inacreditável quando os talibãs e outros grupos fundamentalistas islâmicos estavam no poder. Mas não será verdade que a ocupação tornou a situação ainda mais complicada para as mulheres? Não veio aumentar os problemas e vidas difíceis das mulheres do Afeganistão, tal como a ocupação liderada pelos EUA indiscutivelmente o tem feito no Iraque? Os relatos e números disponíveis, e mesmo as investigações feitas por forças pró-imperialistas e por responsáveis do governo Karzai, tudo isto sugere que sim.

Mas o Afeganistão é uma república islâmica onde a sharia (a lei religiosa) tem precedência desde que a sua actual constituição foi aprovada para dar uma cobertura religiosa à ocupação. O regime de Karzai aprovou leis do casamento e da família inspiradas na shariaque dão aos homens o direito a impedir as suas esposas de saírem de casa. É ilegal uma mulher não ceder às exigências sexuais do marido. O hábito do governo de Karzai de libertar homens encarcerados por terem cometido violações em grupo é tão notório que até provocou um protesto das Nações Unidas. Numa entrevista ao serviço em persa da BBC, Sima Samar, actual dirigente da Comissão Independente de Direitos Humanos do Afeganistão, declarou: «As instituições governamentais são um sério obstáculo aos direitos das mulheres no Afeganistão».


Mas os EUA e os outros imperialistas ocidentais não se ficam por aqui na punição das mulheres afegãs. Agora que decidiram iniciar negociações com os talibãs, podemos estar certos que qualquer aparência de «direitos» das mulheres que ainda possa existir será vendida se os EUA puderem obter alguma «solução política» para a sua guerra falhada. Este rumo dos acontecimentos tem sido denunciado antecipadamente pelos vários grupos de direitos das mulheres que operam sob a ocupação.

A lição que se pode retirar disto é que nenhum imperialista nem nenhuma outra força reaccionária podem libertar as mulheres; eles são os principais opressores dos povos do mundo, incluindo as mulheres. A libertação das mulheres do Afeganistão foi apenas um pretexto para a invasão em defesa dos seus próprios interesses imperialistas.



Retrocesso na condição das mulheres e das crianças no Iraque

Num passado ainda recente, as mulheres iraquianas eram das mais emancipadas da região, com um elevado nível de educação e presentes em todas as esferas da vida profissional, onde desempenharam um papel activo e contribuíram para o progresso da sociedade.


Hoje, estão empurradas para um canto, apertadas entre o esforço de sobreviver à destruição provocada pela guerra e as políticas feudais e sectárias (em nome da religião) promovidas pela classe política instalada no poder desde 2003.
De acordo com o mais recente relatório do Comité Internacional da Cruz Vermelha sobre as mulheres iraquianas, existem hoje "três milhões de mulheres chefes de família". O governo não apoia nem sequer tem uma estratégia para apoiar estes agregados familiares.
Direito civil não é cumprido

O Iraque é conhecido por ter um dos mais avançados regimes de direito da família da região, desenvolvido ao longo dos últimos cinquenta anos. As tentativas de substituir esta legislação, com a introdução de uma versão deformada e sectária da lei islâmica Sharia, por políticos poderosos, foram frustradas em 2004. No entanto, dadas as realidades presentes de um país onde o governo só existe por trás de muros de betão e sob a protecção das empresas de segurança privada, onde a lei não é cumprida nem respeitada – o direito civil iraquiano também não é cumprido.
Casamento "a termo"
Temos um fenómeno novo no Iraque chamado Mut'ah, o casamento temporário, que significa que um homem se casa com uma mulher na presença de uma figura religiosa e especifica por quanto tempo vai durar o casamento, podendo ir desde algumas horas até muitos anos. É um contrato a termo, onde um homem paga a uma mulher um pequeno dote ( mehr ).

Os casamentos temporários e os casamentos não registados são abundantes. Tais casamentos não têm nenhuma protecção ou garantias para as mulheres e/ou para os seus descendentes. Somente um homem tem o direito de renová-lo quando o prazo expirar, por outro mehr, ou terminá-lo quando lhe interessar.
A maioria das mulheres que aceitam casamentos temporários fazem-no apenas por necessidades materiais. Esta prática é vista por muitos como uma forma de prostituição religiosa.

Poligamia

Outro fenómeno que não é a norma no Iraque é a poligamia. No entanto, foi agora promovida por alguns funcionários e políticos. Em Anbar, uma província que testemunhou duros combates entre as forças de resistência e de ocupação, por exemplo, o partido islâmico e algumas autoridades estão a oferecer dinheiro a homens dispostos a ter mais do que uma esposa (750 dólares para ter uma segunda mulher e até 2 000 dólares para casarem com mulheres que já tinham sido casadas) como forma de resolver o problema do crescente número de mulheres viúvas e solteiras.
A população da província de Anbar é de 1,7 milhão de pessoas, entre as quais se calcula haver mais de 130 mil viúvas ou mulheres solteiras sem nenhum parente masculino para apoiá-las. Estima-se que em todo o Iraque o número de tais mulheres é cerca de um milhão, de acordo com o Comité Internacional da Cruz Vermelha.
A instituição da poligamia tem sido vista por muitas mulheres e organizações de defesa dos direitos humanos como uma manobra política para encobrir a situação das mulheres mais vulneráveis no Iraque.

Passos atrás

Viúvas e mulheres atingidas pela pobreza precisam de emprego, serviços básicos, apoio social mensal (como costumava ser), programas de formação e capacitação e projectos de micro-financiamento que as ajudariam a tornar- -se auto-suficientes. Os efeitos da poligamia generalizada (não importa como ela é promovida) prejudicarão toda a longa luta levada a cabo pelas mulheres iraquianas e farão recuar todas as conquistas e tudo aquilo de que se livraram, durante mais de um século.
Juntamente com o casamento temporário, a poligamia é um enorme e degradante passo atrás.
As questões relativas ao divórcio, à custódia, ao direito da criança escolher a custódia, aos termos de contacto com os pais e da pensão de alimentos para as mulheres divorciadas são deixados ao cuidado de figuras religiosas irresponsáveis, empossadas nessas funções pelo governo iraquiano. Também estão em perigo as conquistas das mulheres iraquianas nos últimos setenta anos relativamente a condições de emprego, doença e licença de maternidade, etc.(Fonte Gazeta Nacional)



A Ponta do Iceberg 2

Pela primeira vez desde que o seu regime foi derrotado, em 2001, os talibãs ousaram apedrejar até à morte, em praça pública, um casal de afegãos. Aconteceu domingo, no mercado da aldeia de Mullah Quli - na província de Kunduz, norte do Afeganistão. Sadiqa, de 20 anos [ou 23], e Qayum, de 28, foram executados na presença da população, convocada para o efeito através de altifalantes a partir da mesquita local.
Este crime dos talibãs faz lembrar as execuções que, quando eram donos e senhores do Afeganistão, faziam à sexta-feira no estádio nacional de Cabul, para onde também era convocada a população. O facto de terem lapidado estes jovens - acusados de adultério - em praça pública revela até que ponto os insurrectos aliados de Ussama ben Laden sentem ganhar terreno no norte do país, poder e capacidade para espalhar de novo o terror ou a população não responderia à convocatória. E coincide também com o alerta lançado pelos grupos de defesa dos direitos humanos contra as tentativas de integrar os talibãs nas negociações de paz para o Afeganistão. Os grupos em causa temem que a integração dos extremistas se faça a expensas dos direitos humanos do povo afegão.
Mohammad Ayub Aqyar, governador do distrito, contou que Sadiqa, que estava comprometida, fugiu com Qayum que, para o efeito, abandonou a mulher. Ficaram escondidos em casa de amigos durante cinco dias até que alguém lhes disse que poderiam regressar porque nada lhes aconteceria; Qayum teria apenas de pagar uma espécie de compensação à mulher. Mas foram descobertos e entregues aos talibãs.
No domingo, os dois jovens foram levados, de mãos atadas atrás das costas, até ao mercado onde foram apedrejados por talibãs mas também por populares que estavam a assistir. Levada meia hora mais cedo para a praça central do mercado, Sadiqa não resistiu ao apedrejamento. O mesmo não aconteceu com Qayum: quando os talibãs abandonaram o local do crime, o jovem ainda dava sinais de vida, daí que alguns talibãs voltaram ao local e atiraram três vezes sobre Qayum, matando-o.
Aqyar condenou o "castigo" que, disse, foi decidido por dois comandantes talibãs locais. Por seu turno, um porta-voz do governo provincial também se insurgiu contra o facto que considerou como sendo "contra todos os direitos humanos e convenções internacionais". E Mabubullah Sayedi sublinhou: "Não houve julgamento. Foi cruel."
A Amnistia Internacional reagiu ao ocorrido alertando para o facto de esta ser a primeira lapidação pública e confirmada dos talibãs desde a sua queda, há nove anos, ao mesmo tempo que considerava que este "crime hediondo" mostra como estes e outros grupos insurrectos "estão a ficar cada vez mais brutais nos seus abusos contra os afegãos".
Prática milenar, a lapidação - morte por apedrejamento - é justificada pela lei islâmica (sharia) para punir o adultério embora vários intelectuais e estudiosos do Alcorão sublinhem que a lapidação foi, num certo momento, dele erradicada pelo próprio Profeta. No caso de Sadiqa, ela foi também condenada por, sendo solteira, ter viajado com um homem que não era da sua família.
No passado dia 9, as autoridades afegãs tinham acusado os talibãs de terem morto uma viúva que se encontrava grávida. A mulher, de 35 anos, foi acusada pelos extremistas de ter mantido relações extra-matrimonais e condenaram-na à morte. Foi também executada em público mas não por lapidação; a tiro.
Entretanto, estes "senhores da guerra" querem participar com as forças internacionais na investigação sobre a morte de civis no país.(Fonte http://vagueando.forumeiros.com/)


O Valor que o "Ser Humano" atribui à Vida!

A cena ocorreu na Bósnia.Vale para pensar o quanto a vida pode ser descartável para alguns!

Até o Cão Condenado

Rabinos em Jerusalém condenaram em tribunal um cão à morte por lapidação ano passado . Entendem esses anormais que o cão está possuído pelo espírito de um advogado que tinha sido amaldiçoado há 20 anos atrás. Conta o diário Yediot Aharonot que o caso ocorreu na passada quarta-feira quando o cão entrou no tribunal numa das comunidades judias ultra-ortodoxas do bairro Meã Shearim e recusou-se a abandoná-lo mesmo depois de todas as tentativas dos guardas. Um dos juízes lembrou-se logo que há 20 anos atrás um dos seus antecessores tinha amaldiçoado naquele mesmo local um advogado cuja alma, ao falecer, ficaria presa num cão, um animal que a lei religiosa judia considera impuro. O juíz disse ter reconhecido logo a presença do espírito do advogado no cão, que regressou passado todo esse tempo ao tribunal para poder ser libertado, e, juntamente com outros rabinos, decidiu ordenar o apedrejamento do animal até que a sua alma seja libertada e ser confirmada a sua morte. Felizmente o cão conseguiu fugir do local antes da sentença ser aplicada e as associações de defesa dos animais já decidiram que vão apresentar queixa contra o presidente do tribunal, o rabino Levin. (Fonte Blogue do FireHead)


sábado, 2 de junho de 2012

Retrato das Epidemias no Mundo

Novas evidências científicas mostraram que o tratamento de pessoas com HIV também impede que elas transmitam o vírus para outras, revelando um grande potencial de reversão da epidemia de Aids. São necessários agora o financiamento e a vontade política para garantir que mais pessoas recebam tratamento antirretroviral. © Sven Torfin

A luta por vacinas a preços mais acessíveis em países em desenvolvimento ganhou um forte impulso este ano, quando a UNICEF divulgou, pela primeira vez, o preço que paga por todas as vacinas que compra. Isso quer dizer que os fabricantes das vacinas terão que ser transparentes quanto aos valores cobrados, e é provável que o aumento da concorrência entre eles reduza o preço das vacinas. © Bruno De Cock

Em dezembro, o financiamento para o tratamento das três doenças responsáveis pelo maior número de mortes em países em desenvolvimento – Aids, TB e malária – sofreu um forte golpe. O Fundo Global, um dos principais financiadores de programas de tratamento dessas doenças, foi forçado a cancelar uma rodada anual de financiamentos, pois os doadores do Fundo não disponibilizaram os recursos que haviam se comprometido a doar. © Samantha Reinders

Tuberculose:Um novo teste de diagnóstico para a doença está sendo desenvolvido, o que significa que será possível identificar mais pessoas infectadas com TB resistente a medicamentos, uma forma de tuberculose muito mais difícil de tratar. Atualmente, apenas 1% dos infectados é diagnosticado e recebe os medicamentos de forma apropriada. Os governos precisam fazer muito mais. @ Bruno De Cock

A companhia farmacêutica Novartis está novamente processando o governo da Índia para tentar enfraquecer a lei de patentes do país. No momento, a Índia é capaz de produzir versões genéricas de medicamentos para pacientes de inúmeros países em desenvolvimento devido à sua lei de patentes, que impede que empresas farmacêuticas recebam um monopólio de 20 anos apenas por fazerem pequenas mudanças em medicamentos já existentes. Se a Novartis vencer, a oferta de medicamentos a custos mais baixos ficará gravemente ameaçada. © Bruno De Cock

Os altos custos impedem que muitas pessoas na África adquiram um tratamento mais eficiente contra a malária. Um programa piloto de subsídios implementado em oito países parece estar saindo dos trilhos: a alta procura pelos medicamentos subsidiados gerou um temor de esgotamento dos estoques, o que, por sua vez, fez com que os custos dos materiais usados na produção dos medicamentos triplicasse. © Barbara Sigge

A falta de um medicamento essencial contra a doença de Chagas fez com que os planos de expansão da oferta de tratamento fossem interrompidos. Cerca de 10 milhões de pessoas estão infectadas com a doença, que afeta principalmente a América Latina. A escassez de medicamentos aconteceu justamente no momento em que os governos foram convencidos da importância de expandir seus programas de tratamento. © Vania Alves/MSF

As pessoas que vivem em países de renda média, como a Ucrânia, China e Tailândia, estão sendo prejudicadas com o fim dos descontos padronizados para medicamentos fornecidos por algumas empresas farmacêuticas. As companhias precisam de novos mercados para obter mais lucro agora que as patentes de seus medicamentos mais populares estão sendo quebradas. Isso pode acabar impedindo que muitas pessoas tenham condição de pagar pelos seus medicamentos. © Sami Siva

A oferta de alimentos de teor nutricional adequado para crianças é a melhor maneira de impedir a desnutrição infantil em países em desenvolvimento, sobretudo em contextos que não são emergências e, desse modo, não estão no centro das atenções. No Níger, equipes de MSF observaram que a taxa de mortalidade entre crianças que recebiam alimentos de alto teor nutricional como parte de um programa de alimentação suplementar foi reduzida pela metade. @ Yann Libessart

As pessoas vivendo com HIV vão se beneficiar das novas diretrizes de tratamento desta infecção fatal. A meningite criptocócica afeta o cérebro e a medula espinhal, e pode matar em menos de um mês se não for tratada. As novas orientações prezam pelo melhor tratamento possível, mas é muito difícil conseguir os medicamentos necessários em muitos países em desenvolvimento. © David Levene

Famintos por Atenção



Famintos por Atenção:




Estima-se que 195 milhões de crianças em todo o mundo sofram as consequências da desnutrição, das quais 90% moram na África Subsaariana e sul da Ásia. A desnutrição representa um terço das 8 milhões de mortes anuais de crianças com menos de cinco anos.
Lançado por Medicos Sem Fronteiras em parceria com a agência fotográfica VII, que expõe a crise ignorada e praticamente invisível da desnutrição infantil.
Veja os vídeos da campanha e assine a petição por uma nova política de ajuda alimentar:





Em provincias como Djibouti por exemplo,menos de 1% do território do país é próprio para o plantio. Quase toda a comida do país é importada, aumentando o já alto custo dos alimentos.


Refugiados no Sudão do Sul



Sudão do Sul: ajuda aos refugiados não pode esperar.




Milhares de pessoas fugiram do conflito no estado sudanês de Nilo Azul. Suas aldeias foram atacadas e eles foram procurar abrigo nos campos de fugidos de Doro e Jamam, no condado fronteiriço de Maban, localizado no nordeste do Sul do Sudão. Mais de 80.000 refugiados se instalaram nesta região remota e inóspita, onde não podem sobreviver sem a assistência humanitária. (Todos os direitos das imagens são reservados a © Robin Meldrum/MSF)






Água e alimentos são escassos. No momento, menos de 8 litros de água potável estão sendo oferecidos para cada pessoa diariamente, muito abaixo do recomendado, que é de 15 a 20 litros por dia. É preciso esperar horas para recolher água. Muitos optam por ir para os pântanos próximos

A enfermeira Natalia Bustos na clínica de MSF no acampamento de Doro. MSF alerta que a oferta de ajuda humanitária precisa ser ampliada com urgência, pois a estação de chuvas se aproxima e os refugiados correm grande risco de ficar isolados, sem água e alimentos.

Os refugiados vieram aos acampamentos de Doro e Jamam em busca de um lugar mais seguro para se estabelecer, mas acabaram encontrando um ambiente com condições tão adversas que a sua própria subsistência está por um fio. Eles dependem quase exclusivamente de ajuda humanitária.


Kirrily de Polnay, médica de MSF: ''Atendemos crianças que estão frequentemente desnutridas, por isso somos muito cuidadosos, se não, podemos facilmente provocar uma parada cardíaca ou edema pulmonar. Não são crianças saudáveis que ficaram doentes, mas crianças que já tinham imunidade muito baixa''.

(Fonte:Médicos Sem Fronteiras)


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