terça-feira, 29 de maio de 2012

Pessoas economicamente oprimidas que carecem de canais políticos para expressar a sua frustração!


Na África crianças são mortas e torturadas sob acusação de bruxaria.










Acabar com a pobreza,a fome e a ignorancia.Duras tarefas num mundo em que alguns se alimentam disso para controlar as massas!


(Pão e Circo aos Homens-Cezar)

A ong nigeriana Child's Right and Rehabilitation Network (CRARN), acolheu mais de 160 crianças etiquetadas como "bruxas". Dezenas de crianças sofrem abusos, são abandonadas e até mesmo mortas pelas respectivas famílias por este motivo, numa nação ainda em boa parte impregnada por superstição. Segundo um representante do CRARN, muitas pessoas acreditam que as crianças sejam possuídas por demônios e que nenhum tipo de exorcismo possa libertá-las do mal.
Muitas vezes, devido a este ostracismo, as vítimas inocentes sofrem abusos verbais e físicos. Alguns são abandonados pelas famílias, outros são encontrados com pregos no crânio, depois de acusados de bruxaria. Os líderes cristãos locais, em comunhão de intenções com os animistas nigerianos, estão levando adiante uma campanha contra este fenômeno. Os ministros de culto, ironicamente, afirmam que os meninos-bruxos são portadores de destruição, doenças e mortes em suas famílias, além de ter a capacidade de lançar encantos e contagiar os outros, quando possuído.(Fonte Agencia Fides)


A perseguição de pessoas acusadas da prática de bruxaria não se limita historicamente à África. Caças às bruxas ocorreram na Europa, na América, na Roma antiga, no México asteca, na Rússia, na China e na Índia. Mas a prática persiste em regiões pobres em parte porque a bruxaria pode ser usada em comunidades que não têm acesso à medicina e à ciência modernas para explicar situações aparentemente inexplicáveis referentes a mortes e infortúnios.


Pessoas economicamente oprimidas que carecem de canais políticos para expressar a sua frustração podem também recorrer às acusações de bruxaria. Conflitos, deslocamentos internos forçados, falta de desenvolvimento e o peso da Aids sobre as famílias são todos fatores que contribuíram para o crescimento das acusações de bruxaria na África.Para exacerbar o problema existem várias seitas religiosas, que crescem sem parar, e que oferecem falsos serviços de exorcismo, bem como curandeiros locais que alegam “caçar” bruxas e cobram preços exorbitantes por poções para anular os “feitiços”.(Chi Mgbako é professor de direito e diretor da Clínica Internacional de Direitos Humanos Walter Leitner na Faculdade de Direito Fordham, na cidade de Nova York).


Defensores dos direitos das crianças estimam que milhares de crianças tenham sido acusadas de feitiçaria e vivam nas ruas de Kinshasa, depois de terem sido expulsas das suas casas e abandonadas pelas famílias, uma decisão muitas vezes motivada pelo facto de assim se tornar desnecessário continuar a alimentá-las ou cuidar delas. Em Angola, o fenómeno das crianças feiticeiras verifica-se entre o grupo étnico Bakongo, havendo centenas de casos reportados, principalmente nas províncias no Norte do país, Uíge e Zaire, bem como nos bairros da capital, Luanda.

A acusação de feitiçaria a crianças é mais uma das novas formas de exclusão e violência sobre a infância, como a pedofilia, abusos sexuais, tráfico de órgãos e crianças-soldados.


Para a antropóloga social brasileira Luena Pereira, da Unicamp, universidade estadual de Campinas, as acusações de feitiçaria a crianças aparecem como resultado da desestruturação familiar ocasionada pela guerra.




Criança assassinada pelas Fark

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