terça-feira, 29 de maio de 2012

A Fome Continua no Planeta!



Como sanar a fome dos milhares e milhares de seres que carecem de alimentos enquanto as multinacionais se fortalecem ainda mais explorando estas mesmas pessoas,subjugando-as e manipulando sistemas?Porque acabar com a miséria e a ignorancia se ela traz frutos àqueles que lucram com ela?



Vou sempre contestar,seja lá onde eu viva e por onde eu passe.Sou uma crítica! Mas não adianta apenas criticar,temos que criar soluções.São tantas,realmente as soluções são várias.



Mas pasmem! Estas mesmas soluções muitas vezes são barradas pelas proprias pessoas que necessitam de novas medidas.



-Mas por que?(voce perguntaria)...Porque conviver com o sofrimento,a tirania...qualquer situação que se conheça é muito "cômodo!"



O NOVO é muito ASSUSTADOR,incomoda,nos tira do lugar comum.



Precisamos de lideres,que ensinem, que mostrem realmente o caminho!



Isto dito pela Lora.






Segue abaixo a realidade em forma de notícia:






Erradicação do problema só será atingida por meio de amplas reformas estruturais de distribuição de renda e de terras no País
O que o governo dá com uma mão, estaria tirando com a outra. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que parte importante dos programas sociais no Brasil destinados à classe mais pobre é financiada exatamente por essa parcela da população por meio de um sistema tributário “desigual”. Se o governo conseguiu obter avanços no combate à fome nos últimos anos, a erradicação do problema só será atingida por meio de amplas reformas estruturais de distribuição de renda e de terras no País. O alerta faz parte de um raio X completo da situação da fome no Brasil feito pela ONU.
Em 30 páginas detalhando a situação no Brasil, a entidade insinua que, por enquanto, os programas vêm lidando com os sintomas da pobreza, e não com suas causas.



Entre as propostas apresentadas ao Brasil, a ONU sugere a criação de uma estratégia nacional com metas claras e um calendário. Além disso, pede um “monitoramento adequado” por parte das autoridades e maior capacitação de autoridades locais para implementar os programas.
Usando dados do governo, a ONU destaca avanços em índices sociais no Brasil, mas a situação do País seria ainda pior do que em outros países sul-americanos. Outra constatação é que indígenas e negros são desproporcionalmente afetados.
As disparidades regionais também são importantes. 37,5% das residências no País sofrem com insegurança alimentar. Essa taxa seria de 25% no Sul e 55%, no Nordeste. A media nacional aponta que a desnutrição infantil atinge 1,9% das crianças, mas chega a 3,5% no Nordeste e mais de 8% em três estados. 21% dos brasileiros ainda sofrem de anemia.



Além disso, o percentual do orçamento destinado a lidar com a fome tem se mantido estável, ainda que nominalmente o valor tenha aumentado. Em média, os programas consomem apenas 4% das políticas sociais e 1% do orçamento nacional. Já o pagamento dos juros da dívida, emissões no mercados e outras questões financeiras chegam a 48%. (Da Agência Estado)






“Enquanto programas sociais desenvolvidos sob o Fome Zero têm uma abrangência impressionante,eles são fundamentalmente financiados pelas mesmas pessoas que pedem o benefício.” Trecho do relatório da ONU






Outro problema é a situação da fome entre indígenas. O documento aponta para a paralisação das demarcações de terras. Para o relator, essa é uma condição fundamental para garantir o acesso dos indígenas a suas terras e, assim, evitar a extrema pobreza. A ONU, em sua avaliação, apela para que o governo acelere a demarcação de terras e ainda garanta que os índios e comunidades quilombolas sejam atendidos por programas sociais. (AE)






Outro desafio no Brasil é “desigualdade generalizada de acesso à terra”. Para a ONU, o País parece incapaz de lidar com essa questão de forma efetiva: 2,4 milhões de propriedades ocupam 2,5% do território agrícola nacional. Já 47 mil fazendas ocupam 43%. O relator cita o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para indicar que a concentração é maior hoje do que em 1995 e aponta que a cana para o etanol em São Paulo seria parte desse fenômeno. O Estado teria visto um aumento na concentração de 6,1% em dez anos. “Há uma enorme demanda por terra não atendida no Sudeste”, alerta. Segundo a ONU, os critérios de desapropriação estão ultrapassados. “Pede-se ao governo que reveja os obstáculos para acelerar a redistribuição de terras”, indica a ONU. O relatório elogia o fato de que 1,5 milhão de famílias foram retiradas da condição de extrema pobreza no campo e 4 milhões da pobreza. Mas pede mais recursos para pequenos agricultores. O relator da ONU sugere que, ao lutar por mais mercados no Exterior, o Brasil não abandone a agricultura familiar. (AE)



A ONU ainda cita a inclusão da Cosan em uma lista de empresas que violam leis laborais, com trabalhadores atuando em condições análogas à escravidão. A empresa acabou sendo excluída de financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).



(Reportagem do Correio Popular Digital.)

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