terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os Tristes Caminhos de uma África esquecida!




Recebi esta mensagem de minha querida amiga Jô Ascari,que está em Angola, não pude deixar de postá-la aqui:


"Se puder de um pulinho aqui, em Luanda....e províncias...verás a tristeza mais profunda de um povo, que almeja e ostenta algo para apenas O PRESENTE
A CADA 3 mulheres, 2 tem HIV
homens podem ter qtas mulheres quiserem!"





Lá por exemplo um pão integral custa 40 dólares. A população não tem onde morar e nem o que comer? Pense numa economia que escravisa!


A população não tem acesso à eduação e vive numa cultura arcaica!




Devido à cegueira política de alguns ultra esquerdistas e da ambição desmedida dos representantes dos três Movimentos de Libertação, a vida dos angolanos, desmoronou-se.
A barragem hidroeléctrica que Cambambe fornece energia elétrica a Luanda e permite a irrigação das plantações de cana-de-açúcar.

Foi recentemente acabada de construir outra barragem hidroelétrica construída pelos brasileiros e com turbinas e restante material de origem russa. Ao que parece, não foi possível até há pouco tempo transferir essa energia para Luanda porque as linhas de AT não tinham capaciade de transporte ou porque a enrgia fornecida pela dita central seriam 100VAC incompatível com a de Cambambe.

A baía de Luanda, eternamente luminosa e elegante. O cartão-de-visita da capital angolana pouco mudou nos últimos trinta anos, mas, por detrás do postal, cresceu uma miséria colossal, deixando o poder político e económico literalmente cercado por musseques numa metópole de mais de 6 milhões de habitantes".

Os generosos amigos e camaradas da URSS, depois da barriga cheia e com a casa deles completamente desarrumada, deram o fora. Os mesmo aconteceu com os queridos "compañeros" cubanos (cerca de 50.000) quais aves de rapina sacaram TUDO o que puderam levar para a sua miserável Cuba deixando em Angola mais de 10.000 mortos. Angola teve de pagar milhões a Cuba pela sua "generosa ajuda" (internacionalidade) como dizia Fidel.

Tenho conhecimento que, actualmente há em Angola grande investimento estrangeiro que ajudará a repor as infra estruturas danificadas pela guerra como o Caminho de Ferro de Benguela e, sobre tudo, as estradas que atualmente estão um caos e outras coisas mais.

Foi a guerra civil que o MPLA no início moveu contra os outros partidos com a ajuda do almirante vermelho Rosa Coutinho e outros camaradas do MFA, que deram as armas e equipamentos do exército português e o pessoal que passou à reserva e permitiu desembarcar secretamente em diversos portos ainda muito antes da independência, equipamento bélico modernos provenientes da Rússia que tornou a vida impossível com a intencional guerrilha urbana em Luanda e noutras cidades para expulsar os outros partidos, apoderando-se depois dos bens que os patriotas e, defensores do povo, nunca tiveram competência para construir. Talvez os milhares de chineses que tem ido recentemente para Angola e, com cujo governo, fez recentemente contratos para a exploração de diamantes, ferro, cobre e outras matérias primas, vendendo-lhe 30% (?) da produção de petróleo,ajudem colonizando a terra mas, tal como o velho ditado que diz: "mudam-se as moscas mas a merda continua a mesma" só que desta vez para pior, porque eles nem sequer entendem.


Vejam nestas fotos como vive a gente que durante a guerra civil vieram do interior aos milhares e se refugiaram nos musseques vivendo na maior miséria. O que eles lucraram com a independência? Nada, porque a vida deles continua pior que antes e só alguns, os previligiados e kuribecas lucraram com isso. A população de Luanda atualmente é estimada em cerca de 6 milhões de habitantes quando em 1975 eram cerca de 600 mil. Hoje a praia do Bispo a água do mar tem cor negra por causa dos detrinos que nela são despejados.


milhares de crianças e adultos estropiados (cerca 30.000) pelos 18 milhões de minas anti-pessoais que colocaram à "balda" na mata, nos caminhos e até nos acessos às lavras




Infelizmente não há próteses para todos porque o dinheiro das riqueza de Angola é gasto para outros fins e o povo fica em último lugar. Essas mesmas crianças fazem as suas próprias próteses com pau e com o que conseguem tal como faziam os seus brinquedos.





Atualmente impera o descalabro como o mercado negro do Roque Santeiro num dos musseques de Luanda, onde se vende de tudo inclusivamente se cambia dinheiro com a complacência do Governo. A riqueza é só para uns quantos porque os cidadãos comuns continuam na pobreza.
Vi no site "Angola Ancontece" http://www.angolaacontece.com/index.php que ultimamente tem sido construídos bairros sociais (Projecto Nova Vida) para alugar ou vender a crédito a funcionários publicos e a particulares mas não me parece que a maioria dos cidadãos tenham posses para comprar ou pagar uma renda dessas habitações e, por isso, ficarão tal como estão nos bairros de lata. Foram também construídos na capital outros edifícios por firmas importantes para as suas instalações, hoteis e outros prédios de 20 andadares na Marginal mas tudo isso como é evidente só para os ricos. Noutras cidades de Angola têm sido construidos ou reparados alguns edifícios públicos e particulares mas levará ainda muitos anos para que Angola seja a mesma. As estradas principais continuam ainda praticamente intransitáveis entre as principais cidades excepto Lobito Benguela onde está sendo ou já foi construida por uma empresa portuguesa uma auto-estrada. Outras estradas então sendo também reparadas mas a passo de caracol.

Elas são as veias de uma nação e deveria ser uma das primeiras prioridades dos governantes mas alguns deles e seus familiares estão bem mais interessados em enriquecer do que com o bem estar do povo. Algumas linhas férreas já foram e outras estão sendo reconstruídas como a antiga linha CFB Lobito - Luau, do Namibe e esta sub-urbana Luanda-Viana. Mesmo assim, esta via sub-urbana deixa muito a desejar dada a excessiva lotação de um dos comboios (o mais acessível ao povo) com enorme perigo para os passageiros e a pouca regularidade dos comboios.


Textos extraidos do site http://pissarro.home.sapo.pt/angola.htm

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