sábado, 25 de abril de 2009

Sobre a Verdade!


E o que é a Verdade?


Esta pergunta foi a resposta diante de Jesus Cristo dada por Pôncio Pilatos. É também a pergunta que cavalga pelos séculos, estaciona em mentirosos e verdadeiros e revela sempre a ignorância ou desejo em conhecê-la.
Não concordo com Nietzsche, o filósofo alemão, que disse: "Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas". Tal ignorância denuncia sua distância da Verdade.Também não concordo com J. Krishnamurti, filósofo e místico indiano, que disse: "Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontrá-la".
Acredito que todo ser humano está afastado da Verdade e do amor a Ela. Como o povo num Egito distante “somos propensos para o mal”. Por termos uma natureza depravada discordo de Voltaire, poeta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês, que disse: "Tenho um instinto para amar a verdade; mas é apenas um instinto".Thomas Huxley, biólogo inglês e George Bernard Shaw, escritor irlandês disseram: "Toda verdade inédita começa como heresia e acaba como ortodoxia". Por causa da falta do conhecimento das verdades e do relacionamento com a Verdade temos visto acontecer o contrário – toda ortodoxia terminando como heresia, como mentira.Todos esses homens nunca se depararam com a Verdade. Nunca poderiam falar do que jamais se lhes tocou os sentidos. Além de nunca terem encontrado a verdade, se perderam. Precisavam eles e precisamos nós do que disse uma cantora e atriz americana chamada Pearl Mae Bailey: "Só encontramos a nós mesmos depois de encarar a verdade".


Texto de Pr. Daniel Luiz




A única verdade é a realidade????

“E A REALIDADE CLARO,TRÁZ CERTA COMPLEXIDADE,POR ISSO SE FALA TANTO EM QUE NÃO EXISTE VERDADE ABSOLUTA”
A verdade absoluta (realidade) é pois algo assim como um diamante lapidado: podemos ver-lhe várias faces de um certo ângulo mas é impossível ver-lhe todas as faces simultaneamente.O problema é de fato avassalador: a realidade está constantemente em mutação, essa mutação processa-se a um ritmo cada vez mais rápido e torna a realidade cada vez mais complexa...
Na realidade, a complexidade do mundo é bem maior do que nos apercebemos... os extremos tocam-se dado que todas as coisas carregam em si mesmas a "semente" do seu oposto, na medida em que sem ele não teriam existência por si mesmas.O próprio bem traz em si o mal e este o bem pois "não há bem que não tenha fim nem mal que nunca acabe".O próprio conceito de alegria não existiria se não houvesse a tristeza. Da mesma forma não há o belo sem o feio, não o correcto sem o incorrecto, não há chegada sem partida, não há saúde sem doença,não há felicidade sem sofrimento... não há vida sem morte.Cada coisa traz em si a "semente" do seu inverso e vice-versa: está em nós o poder de escolher a face da moeda que queremos... está em nós o poder de transformar o negativo em positivo.Na Natureza os extremos sucedem-se e equilibram-se naturalmente: na Natureza não há por isso mal ou bem.No universo "cultural" (por oposição ao "natural") em que vivemos, o homem é um fator de desequilíbrio temporário.O homem pode desequilibrar temporariamente no sentido positivo (bem) ou no sentido negativo (mal) mas a semente do oposto do desequilíbrio existirá sempre nele... e eclodirá inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo...As melhores ações do homem comportam sempre aspectos negativos e vice-versa, muito embora estes sejam às vezes difíceis de reconhecer. Podemos no entanto potenciar os frutos positivos e minimizar os negativos, se conhecermos as leis do mundo.Apesar disso, para simplificar a realidade tornando-a mais fácil de entender, todos nós usamos regularmente a dicotomia.Na base do nosso raciocínio tudo é classificado segundo dois princípios antagônicos extremos que se excluem entre si.Esta forma de pensar ajuda-nos a tomar decisões imediatas na medida em que nos fornece uma maneira de “classificar” sumariamente no nosso cérebro tudo o que conhecemosNo entanto, esta forma de pensar leva-nos também a muitos erros de raciocínio e está na base da tendência do ser humano para tomar posições radicais e se fossilizar É claro que por “característica predominante” não entendo uma espécie de média entre as boas e más ações. O processo pelo qual classificamos uma “característica predominante” é faccioso (depende das nossas próprias reservas mentais e lugares comuns) e deixa-se enganar facilmente pela nossa visão limitada da realidade (neste exemplo concreto, deixamo-nos facilmente enganar pela habilidade dos outros em esconderem as suas más ações e em publicitarem de forma exagerada as suas boas ações).A realidade é que na vida é muito difícil encontrarmos o branco ou o preto absolutos: quase tudo é um tom de cinzento, cinzento quase branco, cinzento quase preto e todos as tonalidade de cinzento entre os dois extremos... já para não falar da cor, da luminosidade ambiente, etc..Esta "dualidade" (extremos que se tocam) da verdade é ainda por sua vez apenas a "ponta do icebergue" da sua real complexidade.Na realidade, a verdade é tão complexa que é formada por níveis crescentes de universalidade conforme o âmbito da situação a que se aplica, sendo que a compreensão da sua dualidade representa apenas a percepção de um desses níveis.Para qualquer tipo de realidade há uma primeira lei (primeiro nível de universalidade da verdade) que explica uma situação básica.Há depois uma segunda lei (segundo nível de universalidade de verdade), que explica não só a situação básica (já explicada pelo primeiro nível da verdade) mas também uma situação mais complicada (segundo nível da verdade). A segunda lei não contraria a primeira, tem apenas um âmbito mais abrangente.E, assim sucessivamente, temos uma terceira, quarta, quinta, etc... leis (níveis de universalidade da verdade) que explicam todas as situações de níveis imediatamente anteriores mas que são casos particulares dos níveis sucessivos.A física de Newton não perdeu a sua validade quando apareceu a física de Einstein: a física de Newton é um caso particular (restrito) da física de Einstein, válido numa realidade (universo) mais restrito.Na verdade, quando dizemos que "nada é o que parece", queremos apenas dizer que a verdade varia segundo a escala (nível de universalidade da verdade).Por exemplo, uma parede é realmente sólida à nossa mão, embora seja realmente também permeável à escala atómica.A verdade é pois algo como as bonequinhas Russas (chamadas "matrioshkas"): temos a primeira boneca, a menor de todas de madeira maciça que cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior e que abre ao meio, que por sua vez cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior que também abre ao meio, que por sua vez cabe dentro de uma boneca oca ligeiramente maior que também abre ao meio e assim sucessivamente. A sexta boneca tem 5 bonecas dentro de si - a quinta boneca tem 4 dentro de si mesma, etc...Acontece que quando nos encontramos num ambiente limitado (primeiro nível de verdade - 1ª boneca) podemos procurar uma coisa que passamos a evitar quando o ambiente se torna mais abrangente (o que nos força a procurar uma verdade mais abrangente... o segundo nível/2ª boneca).Não há nisto qualquer contradição, a verdade "muda" segundo os seus diversos níveis de abrangência: cada nível de verdade inclui em si mesmo um nível (ou vários) menos lato, que é menos universal (válido apenas para uma realidade menos complexa e abrangente. Um caso particular do nível mais alto).Como não há uma verdade absoluta temos que estar sempre atentos e de espírito aberto à verdade de tudo na vida aos diversos níveis de verdade...O princípio da não contradição da lógica é portanto apenas correto quando o "nível de universalidade da verdade" é o mesmo.O ser humano é um bichinho complicado que vive com o medo: o medo da crítica social, o medo de falhar, o medo de "perder o Norte", o medo de morrer... Para além disso, temos complexos que atuam como lentes coloridas e muito graduadas, que não nos deixam ver a realidade tal como ela é... mas, mais do que tudo, o problema principal é que a maioria de nós não sabe o que quer, muito embora esteja plenamente convencida que sim.De fato, todos nós vemos o mundo à luz da nossa personalidade, da nossa memória e do nosso estado emocional, algo assim como acontece quando usamos óculos de sol: vê-mos o mundo todo da cor das lentes, quem por exemplo usar lentes amarelas acha que o sol está sempre a brilhar, mesmo num dia cinzento...Para nos apercebermos da nossa enorme dificuldade em reconhecer a verdade é interessante verificar a enorme dificuldade em reconhecer a nossa quota de responsabilidade nas ações em que somos intervenientes ativos ou partes interessadas (direta ou indiretamente):O problema nem é tanto quando mentimos aos outros (apesar de moralmente indefensável), mas principalmente quando "mentimos" a nós mesmos e, à força de repetirmos essa mentira, acabamos por acreditar mesmo nela... nesses casos, como não exercemos uma autocrítica em relação ao que se está a passar, como não analisámos profundamente o que está por detrás daquele acontecimento ou circunstância que nos é desagradável (visto que já encontrámos um "culpado", antes mesmo do julgamento), não somos capazes de mudar a nossa conduta e maneira de pensar, perdendo assim uma oportunidade para crescer e evitar problemas do mesmo tipo no futuro... para além dos outros saírem prejudicados, somos principalmente nós que perdemos.Isto acontece porque a maioria das pessoas nunca reflete sobre a sua vida (ou quase não reflete) porque anda demasiado ocupada com o dia-a-dia, mesmo que seja a fazer zapping ininterruptamente na tv... a maioria das pessoas dedica uma parte ínfima do seu tempo (insignificante e sem qualquer expressão) a meditar e a pensar acerca da sua própria vida e do mundo onde vive.Estamos à espera de um "despertar" por obra e graça do espírito santo... insatisfeitos e enjoados com o vazio da sociedade e, sobretudo, com o nosso próprio...Como se tudo isto não bastasse, todas as nossas ideias e percepções são simplificações da realidade e como tal induzem-nos frequentemente ao erro.Na realidade, nós não temos capacidade para compreender a realidade em toda a sua complexidade e portanto recorremos a analogias com coisas que conhecemos já... ou seja, simplificamos as coisas para as compreendermos. Essa simplificação leva-nos muitas vezes ao erro. Se nem sequer nos conseguimos conhecer verdadeiramente a nós mesmos... como poderíamos conhecer toda a verdade!Por isto, tudo o que podemos almejar é uma maior ou menor aproximação à verdade.Infelizmente, não podemos usar o método científico para descobrir a verdade na vida, porque não podemos isolar-nos do nosso meio ambiente, nem correr o risco de fazer repetidamente experiências com a nossa vida...A descoberta da verdade na nossa vida depende pois da forma como formos capazes de a observar (e observar a daqueles que nos rodeiam) e como formos capazes de formular explicações para o que nos acontece (e para o que acontece à nossa volta - hipóteses). Seguidamente, a descoberta da verdade na nossa vida depende de sabermos confrontar, feroz e sem paixão, as nossas explicações (hipótese) com a realidade, de todas as maneiras que pudermos.Para sermos capazes de chegar a conclusões verdadeiras (suportadas pela realidade) temos que aprender a nos tornarmos imunes às opiniões da maioria: nenhuma opinião é automaticamente verdadeira (nem falsa) por causa da maioria das pessoas assim o achar.Podemos buscar sucesso na vida ambicionando apenas riqueza, poder, notoriedade (na realidade, ambicionando vencer o medo). Nunca ficaremos satisfeitos porque a ambição é infinita e sofreremos sempre com os nossos medos (de perder o que ganhámos, de não conseguirmos satisfazer o nosso último desejo, de morrermos...), por muito ricos, poderosos e famosos que sejamos.Por outro lado, podemos buscar sucesso na vida por amor à verdade pela verdade (vencendo os nossos medos e confusão mental).Pode parecer um simples jogo de palavras mas, na realidade, é completamente diferente na prática e nos resultados finais.A busca da verdade pelo amor à verdade é pois a compreensão do Universo a que pertencemos para que ele passe a existir também em nós.


Carlos


Os caminhos da Mentira são alamedas suntuosas de brilhos convidativos e alastrantes.Gota a gota, a Verdade se mescla nos percalços da Mentira sem, no entanto, nada Dela assimilar, apenas, esperando o ressurgir do acúmulo de suas gotas! Ainda espalhadas no jorrar da Mentira, intensa e suntuosamente oferecida, aos pusilânimes e incautos.A Mentira é avalista voluntária de toda a falsidade ao seu derredor, enquanto a verdade, ainda em gotejo fica, temporariamente, sufocada. Ambas, ficam nos meandros da Vida, mescladas ao Ser que as aglutina, sendo, portanto, a Mentira aceita e a Verdade... Omitida!Com a aparência vã sobrepondo e dominando o cerne da humanidade descrente de valores morais, a mentira em combate diuturno vem, momentaneamente, vencendo a verdade pura e cristalina, destarte, ainda opaca.O egoísmo e o orgulho, agregados aos Seres humanos venais, faz da mentira a sua guia e, da Verdade, um seguidor escravo do que a Mentira lhe revela nos seus ouvidos de imprevidente. A Calúnia acompanha a Mentira, coligada com a difamação, massacrando a honra e, deixando-a em nichos, todavia, ao lado da Verdade latente!

E você o que acha???

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